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Audiência sobre Mais Médicos tem protesto contra ministro da Saúde

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Uma audiência marcada para discutir a medida provisória que prorroga a participação de estrangeiros no Mais Médicos teve protestos e tumulto nesta terça (5).

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Membros da Polícia Legislativa arrancaram cartazes de manifestantes que faziam um discurso no local contra o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Um manifestante foi retirado à força por dois seguranças.

A confusão ocorreu pouco antes do início da audiência, por volta das 15h. Ao ver que o ministro chegara à comissão, cerca de dez manifestantes levantaram cartazes em prol do Mais Médicos e iniciaram um discurso conjunto contra mudanças nas políticas do SUS.

"Viemos repudiar todas as medidas de austeridade que diminuem os direitos e as políticas sociais. Nós repudiamos que o SUS não cabe no orçamento, afirmaram. "Barros golpista", emendaram os manifestantes em direção a Barros, já sentado à mesa enquanto ouvia o grupo.

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Seguranças, então, começaram a arrancar os cartazes aos poucos. Um manifestante foi retirado à força da comissão ao se recusar a entregar um cartaz que pedia a continuidade do Mais Médicos. Houve tumulto no corredor.

"Covardes", gritavam o grupo aos seguranças, que tentavam retirá-los do local e impedi-los de voltar à audiência. Em meio ao tumulto, as portas da comissão foram trancadas.

Mesmo ao fim do protesto, jornalistas também eram impedidos de voltar para acompanhar a comissão, onde falava o ministro.

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Questionados, seguranças justificaram a reação devido ao início dos trabalhos da mesa e o fato da sala já estar com todos os lugares "cheios".

Ao sair da comissão, o ministro classificou o protesto como legítimo e negou que tenha orientado os seguranças a retirar os manifestantes. Para Barros, a reação ao discurso foi "exagerada".

"É uma manifestação legítima. Eles estão defendendo o lado deles", afirmou. "Tenho até sentido falta deles, porque no começo onde eu estava tinha a turma. Tenho andado o Brasil desanimado", disse. "Espero que amanhã não se repita essa reação [contra o protesto]".

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Após sair da audiência, Barros passou no seminário do Marco Legal da Primeira Infância, também no Senado, mas optou por cancelar seu discurso no local. O ministro alegou problemas de agenda.

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