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Parlamentares apontam falhas de inteligência contra ataques na França

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Parlamentares europeus afirmaram, nesta terça-feira (5), que uma investigação encontrou falhas de inteligência no período que antecedeu os ataques extremistas que mataram mais de 140 pessoas em Paris, em 2015, e cobraram a criação de uma agência de contraterrorismo semelhante à americana.

O parlamentar conservador Georges Fenech, que chefiou a comissão de investigação, disse que todos os agressores envolvidos na violência do ano passado eram antigos conhecidos das autoridades. Alguns já tinham condenações ou estavam sob vigilância da Justiça.

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Segundo Fenech, as autoridades de inteligência questionadas na investigação reconheceram falhas. O parlamentar recomendou a criação de uma agência nacional de contraterrorismo nos moldes da que foi criada pelos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Atualmente, os serviços de informação e inteligência franceses estão espalhados por seis entidades, sob a autoridade do ministério do Interior, da Defensa e da Economia, e com a participação de policiais especializados, militares e agentes alfandegários.

A comissão também recomendou uma melhor cooperação de inteligência entre os países europeus.

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"A Europa não está preparada para combater o terrorismo", disse o parlamentar socialista Sebastien Pietrasanta.

Em 2015, a capital francesa viveu mais de um grave episódio de terrorismo. O pior deles foi em novembro do ano passado, quando 130 pessoas foram mortas em ataques coordenados em uma casa de show, restaurantes e um estádio.

Antes disso, em janeiro, atiradores atacaram o jornal satírico "Charlie Hebdo", e um atirador matou quatro pessoas em um mercado kosher no leste de Paris.

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O relatório parlamentar está baseado em entrevistas conduzidas durante seus meses com quase 200 pessoas e visitas à Turquia, à Grécia, à Bélgica e à agência policial europeia.

Os parlamentares criticaram, ainda, as medidas adotadas após os ataques, consideradas inefetivas pela comissão, e acusaram autoridades belgas de lentidão na tentativa de deter Salah Abdeslam, apontado como envolvido nos ataques a Paris e, meses depois, a Bruxelas.

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