Justiça manda parar reconstrução de ciclovia que desabou no Rio
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Justiça Federal mandou parar, nesta segunda-feira (4), as obras de reconstrução da ciclovia da avenida Niemeyer, no Rio, que desabou em abril, matando duas pessoas, Eduardo Marinho Albuquerque, 54, e Ronaldo Severino da Silva, 60.
A Justiça determinou que a reconstrução seja suspensa e a via permaneça fechada até que seja realizado um novo licenciamento ambiental.
A decisão, de caráter liminar, vem em resposta a uma ação movida pelo Ministério Público Federal para impedir a reconstrução. Segundo o MPF, a obra teve apenas o licenciamento simplificado.
O MPF considera o novo licenciamento ambiental é necessário porque o que foi feito não leva em conta o eventual impacto das ondas além de 2,5 metros de altura sobre a estrutura -fala apenas sobre a supressão de vegetação e a retirada de entulho no curso das obras.
"Foram apontadas falhas nos projetos básico e executivo, por não terem sido realizados estudos preliminares oceanográficos dos efeitos das ondas sobre a estrutura da ciclovia, além de falhas na licitação e na fiscalização do contrato", diz trecho da decisão da juíza federal Maria do Carmo Freitas Ribeiro.
O fato de o impacto das ondas não ter sido considerado nos projetos foi apontado por especialistas como a principal causa do desabamento.
A Polícia Civil do Rio indiciou, no último dia 24, 14 pessoas por suspeita de homicídio culposo pela queda da ciclovia.
Procurada, a Prefeitura não se manifestou até a publicação deste texto.
