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Flip vê manifestações na mesa de Svetlana como 'ponto negativo'

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MAURÍCIO MEIRELES E SYLVIA COLOMBO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A organização da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que caminha para seu encerramento na tarde deste domingo (3), considerou as manifestações na porta da tenda dos autores, durante a mesa da Nobel Svetlana Aleksievitch no sábado (2), um "ponto negativo" do evento.

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A afirmação foi feita na manhã deste domingo, na entrevista coletiva de balanço da festa literária, realizada na Pousada do Ouro.

"Era uma manifestação legítima, reuniu vozes que estão se expressando no Brasil. Mas ficou um ruído que interferia com a Svetlana. O que ela tinha para falar era de interesse das pessoas nas manifestações. Não foi um alinhamento legal", disse Belita Cermelli, diretora da Casa Azul, organização que produz a Flip.

As manifestações eram contra o presidente interino Michel Temer, contra a ausência de autores negros na Flip e contra o sucateamento do ensino no Estado do Rio.

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Segundo a festa literária, 1.800 pessoas assistiam à autora bielorrussa do lado de fora da tenda.

A crise econômica fez o público dentro da tenda diminuir. Neste ano, foram cerca 12 mil registros de pessoas entrando na tenda, contra 13 mil no ano passado.

A queda refletiu em uma alta no espaço do telão, que teve duas mil pessoas a mais do que na edição anterior. Desta vez foram 11 mil pessoas.

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"Essas flutuações existem. Tivemos que antecipar a Flip por causa da Olimpíada, o que nos faz perder público por conta das férias nas universidades. [Porém] se fizéssemos uma semana depois, seria mais caro", disse Mauro Munhoz, presidente da Casa Azul.

MESA DE SEXO

Munhoz foi questionado por ter saído da mesa com Juliana Frank e Gabriela Wiener antes do fim. O debate destacou-se pelo constrangimento geral e uma gafe do mediador, o jornalista Daniel Benevides.

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Munhoz disse que tinha "um jantar". "Eu acho que é natural na Flip. Sempre tem mesas que funcionam e mesas que não funcionam. Essa é a exceção que confirma a regra."

Já o curador da festa, Paulo Wernerck, falou que não foi a primeira mesa "sui generis" da Flip. "Faz parte dos riscos, que eu agradeço poder correr. A Gabriela Wiener falou coisas importantes, que não podemos deixar que sejam esquecidas."

Werneck fez um balanço positivo do evento. "Os autores corresponderam às minhas expectativas. Vi momentos emocionantes, de alta inteligência, na tenda. Para mim, foi uma grande Flip."

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A Flip ainda anunciou que estuda incluir o sarau na abertura nas próximas edições do evento.

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