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ATUALIZADA - Ataque a restaurante em Dacca termina com 20 mortos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após quase 12 horas de cerco, o ataque reivindicado pelo Estado Islâmico a um restaurante na área diplomática de Dacca, capital de Bangladesh, terminou com 20 mortos, que haviam sido feitos reféns por seis sequestradores.

Os terroristas e dois policiais também morreram durante a ação, encerrada na madrugada deste sábado (horário de Brasília). As forças de segurança de Bangladesh conseguiram resgatar outros 13 reféns.

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A maioria dos mortos é de estrangeiros -o restaurante Holey Artisanque fica no bairro de Gulshan, onde se concentram as embaixadas da cidade. O governo da Itália confirmou que nove cidadãos do país morreram, e um continuava desaparecido até a conclusão desta edição.

Um funcionário do governo do Japão informou que sete japoneses estão entre os mortos , dos quais cinco homens e duas mulheres.

Havia relatos também de que uma indiana e sul-coreanos haviam morrido. O governo da Índia não confirmou, e a Coreia do Sul disse que não há registro de mortos do país na ação.

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A invasão ao restaurante ocorreu por volta das 21h20 locais (12h20 de Brasília) de sexta-feira (30). Horas depois, foi reivindicada pelo EI através de uma mensagem publicada no Twitter da Amaq, agência de notícias ligada à facção terrorista.

A mensagem informava que mais de vinte pessoas tinham sido mortas pelos sequestradores. Horas depois, a Amaq divulgou fotos de corpos em um chão coberto de sangue como sendo os das vítimas do ataque. Inicialmente, as autoridades desmentiram esta informação, mas na manhã deste sábado (1º) veio a confirmação.

De acordo com Benazir Ahmed, diretor da força de elite Batalhão de Ação Rápida, os autores do ataque teriam gritado "Allah Akbar" (Deus é maior, em árabe) ao entrar no restaurante.

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ATAQUES

Mais de 90% da população de Bangladesh é muçulmana ""a grande maioria dela, sunita. Recentemente, o país tem visto um aumento da violência militante.

Desde 2013, cerca de 20 pessoas, entre escritores ateus, membros de minorias religiosas, ativistas e estrangeiros foram mortas em ataques, a maior parte deles com a utilização de machetes. Nos últimos meses, as ações se intensificaram.

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Os ataques despertaram o medo de que extremistas religiosos estariam ganhando espaço no país, apesar de sua tradição de tolerância.

O EI e grupos afiliados à Al Qaeda reivindicaram parte das ações terroristas, mas o governo de Sheikh Hasina nega que essas facções estejam presentes no país.

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