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ATUALIZADA - Vinte civis mortos em ataque reivindicado pelo Estado Islâmico em Bangladesh

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As forças de segurança de Bangladesh libertaram neste sábado (2) 13 reféns e mataram seis sequestradores em restaurante que foi alvo de um ataque em Dacca, capital do país, desde sexta-feira (1). Sequestro durou 12 horas.

O ataque, que ocorreu por volta das 21h20 locais (12h20 de Brasília), foi reivindicado pelo Estado Islâmico através de uma mensagem publicada no Twitter da Amaq, agência de notícias do grupo terrorista.

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A mensagem informava que mais de vinte pessoas tinham sido mortas pelos sequestradores. Horas depois, divulgou fotos de corpos em um chão coberto de sangue como sendo os das vítimas do ataque. Inicialmente as autoridades desmentiram esta informação, mas na manhã deste sábado um responsável do exército confirmou que 20 civis foram mortos.

"Abatemos seis terroristas. A área foi liberada", disse o comandante do Batalhão de Ação Rápida, Tuhin Mohammad Massud, que liderou o assalto ao restaurante, acrescentando que 13 reféns - dez bengalis e três estrangeiros - foram resgatados sãos e salvos. A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, confirmou as mortes de seis dos insurgentes e também a prisão de um integrante do grupo.

De acordo com Benazir Ahmed, diretor da força de elite Batalhão de Ação Rápida, os autores do ataque teriam gritado "Allah Akbar" (Deus é maior) ao entrar no restaurante na noite de sexta. Dois agentes de segurança morreram numa primeira troca de tiros com os sequestradores, que também teriam lançado explosivos contra as forças policiais.

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Entre os reféns do restaurante Holey Artisan, que fica no bairro de Gulshan, onde se concentram as embaixadas da cidade, estavam sete italianos e cidadãos de Índia, Japão e Argentina. O tenente Shahab Uddin disse à AFP que as 20 vítimas são estrangeiros, a maioria italianos e japoneses. Três dos reféns resgatados também são estrangeiros.

ATAQUES

Mais de 90% da população de Bangladesh é muçulmana -a grande maioria dela, sunita. Recentemente, o país tem visto um aumento da violência militante.

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Desde 2013, cerca de 20 pessoas, entre escritores ateus, membros de minorias religiosas, ativistas e estrangeiros foram mortos em ataques, a maior parte deles com a utilização de machetes. Nos últimos meses, as ações se intensificaram.

Os ataques despertaram o medo de que extremistas religiosos estariam ganhando espaço no país, apesar de sua tradição de tolerância.

O EI e grupos afiliados à Al-Qaeda reivindicaram parte das ações terroristas, mas o governo de Sheikh Hasina nega que essas facções estejam presentes no país.

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Hasina tem combatido os radicais islâmicos dentro do país. Ele acusa os terroristas locais e partidos de oposição -especialmente o Partido Nacionalista e seu aliado islâmico Jamaat-e-Islami- de orquestrar os atos de violência para desestabilizar a nação.

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