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Faculdade da USP investiga esquema de 'cola' por WhatsApp

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A diretoria da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) abriu uma sindicância interna para apurar um esquema de "cola" por meio do aplicativo WhatsApp durante uma prova realizada na segunda-feira (27). O caso, que foi reportado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", foi parar na delegacia.

Segundo Hamilton Rocha Benfica, delegado titular do 93º DP (Jaguaré), onde um boletim de ocorrência foi registrado, um aluno foi flagrado pelo professor usando o celular durante a prova de Cálculo 1.

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O exame era aplicado em diversas salas para cerca de 800 estudantes no campus Butantã, na zona oeste de São Paulo.

O professor entrou em contato com a Comissão de Ética da USP, que orientou o docente a abrir uma sindicância e apurar se houve fraude.

Benfica diz que o aluno, o professor e representantes da USP foram à delegacia, onde o celular do jovem foi apreendido. "Constatamos um grupo de WhatsApp com cerca de 200 pessoas que não servia apenas para 'colas', mas onde provas resolvidas também eram compartilhadas", diz o delegado.

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Em nota, o diretora da Poli, José Roberto Castilho Piqueira, reiterou "que este não é o perfil do aluno da Escola Politécnica", e que o esquema "envolve uma pequena parcela de estudantes, cujo deslize será rigorosamente apurado e punido".

A diretoria informou ainda que a prova não será cancelada, e que os "fraudadores" podem ser identificados pelo "estilo algébrico" das soluções apresentadas, recurso que permitira o reconhecimento da autoria de uma questão.

"Tal qual uma caligrafia, não há dois estilos algébricos iguais. As provas que tiverem a mesma fonte serão anuladas e os alunos responderão a processo administrativo". Os processos administrativos são de responsabilidade de cada unidade, e as penas podem ser de advertência verbal, repreensão por escrito, suspensão ou expulsão do aluno.

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NÃO CRIMINAL

Piqueira diz ainda que, caso se detecte que houve formação de quadrilha, a USP poderá iniciar um processo civil, além do criminal, "por danos à imagem da instituição". Segundo Benfica, o caso foi registrado como "não criminal".

O delegado disse que o celular do aluno foi apreendido para perícia "por cautela", para verificar se não havia alguma "interferência externa" ou "caráter financeiro" no caso. "Se houvesse alguém lucrando com esse esquema, poderia, por exemplo, ser um caso de estelionato, mas não constatamos crime, não houve formação de quadrilha".

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O caso poderia, ainda, ser enquadrado no artigo 311A do Código Penal, que considera crime "utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem" conteúdo sigiloso de concursos, avaliações e exames públicos. "Mas não se tratava de um concurso público, era uma prova de dentro do curso", explica Benfica.

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