Risadaria é uma mescla de 'Rock in Rio com Disneylândia', diz idealizador
RODOLFO VIANA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Risadaria é "uma mistura de Disneylândia com Rock in Rio". A analogia é feita por Paulo Bonfá, idealizador do festival de humor que, em 2015, se tornou o maior do mundo, com quase 1,5 milhão de público -o recorde anterior era do canadense Just for Laughs, com 1,35 milhão.
"Há um lado voltado para exposições, pesquisas de acervos -humor do rádio, da internet, humor gráfico, cinema-, e há também um grande encontro de artistas de todos os gêneros e estilos para atividades que vão muito além de shows e espetáculos, com debates, oficinas...", comenta Bonfá. A sétima edição do festival vai de 1º a 31 de julho em diversos endereços de São Paulo.
Neste ano, com uma semana a mais de atrações que em 2015, 115 artistas e grupos fazem apresentações para adultos e crianças em 198 shows grátis e 62 pagos -o ingresso mais caro custa R$ 50. A programação completa está no site risadaria.com.br.
Há estreantes no festival, como Sergio Mallandro, Evandro Santo e a trupe de Hermes e Renato. Eles se juntam a nomes tarimbados do Risadaria, como Marco Luque, Rafael Cortez, Diogo Portugal e Paulinho Serra, entre outros.
As atrações, diz Bonfá, vão do palhaço ao comediante stand-up, passando por grupos de teatro que fazem esquetes de humor, pelo imitador, pelo contador de piada. "O Risadaria é muito democrático no perfil artístico", afirma, "pois a produção de comédia no Brasil é prolífica: há muita gente produzindo muita coisa em muitas plataformas diferentes."
A expectativa "conservadora" é que o Risadaria em 2016 atraia 1,6 milhão de público. "A gente tem certeza que vai ultrapassar esse número porque, frente ao ano passado, o festival cresceu 30% na duração", diz Bonfá.
Além do tempo, há ainda o fator econômico, que deve empurrar mais pessoas para as atrações. "Infelizmente o Brasil está em crise. Então quando você faz um festival com centenas de atrações gratuitas, de qualidade e espalhadas pela cidade, ele se torna uma opção natural para muitas pessoas que estão em casa, sem opção de cultura e lazer por falta de dinheiro", comenta. "A adesão vai acabar crescendo. Onde uma família com pai, mãe, dois filhos passa o dia sem botar a mão no bolso?"
Mas outra crise -que não a econômica- deve ter um papel protagonista neste ano: a crise política. Bonfá aposta que muitas das atrações vão ter como foco o governo. "A atividade cômica é uma atividade de observação: você busca no seu cotidiano a matéria-prima, burila isso e devolve às pessoas uma visão crítica", diz. "Acho pouco provável que, neste ano, tenha alguém que não faça menção ao momento político. Isso é onipresente hoje."
RISADARIA
QUANDO de 1º a 31/7, em diversos horários
ONDE diversos endereços de São Paulo; programação completa no site
