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Polícia turca realiza novas prisões de suspeitos de atentado em Istambul

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia turca prendeu 11 estrangeiros nesta sexta-feira (1º) sob suspeita de pertencer a uma célula do Estado Islâmico que teria participado do atentado que deixou ao menos 44 mortos no aeroporto internacional de Istambul na terça-feira (28), segundo canais de imprensa do governo.

O número de presos suspeitos de participação no ataque sobe para 24, contando com a detenção de outras 13 pessoas, três delas estrangeiras, nesta quinta-feira (30), após operações simultâneas em 16 locais da cidade de Istambul.

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O governo anunciou também nesta quinta que os três responsáveis pelo ataque em Istambul são da Rússia, Uzbequistão e Quirguistão. Ainda não há confirmação de envolvimento com o EI e, até o momento, ninguém assumiu a autoria do atentado.

O ataque, com 239 feridos, foi o mais letal ocorrido na maior cidade turca desde 2003, quando caminhões-bomba explodiram em frente a duas sinagogas e ao consulado do Reino Unido, deixando 57 mortos.

O presidente turco, Receopayyip Erdogan, afirmou nesta sexta que o Estado Islâmico "muito provavelmente" estava por trás do ataque.

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"Eles não têm conexão com o islã. Seu lugar é no inferno", disse Erdogan em Istambul, após as preces desta sexta. "Essas pessoas eram inocentes; eram crianças, mulheres, idosos. Eles embarcaram em uma jornada despreparados, e se viram cara a cara com a morte".

SUSPEITO

O jornal turco pró-governo "Yeni Safak" afirmou que um homem de origem chechena chamado Akhmed Chatayev é o principal suspeito de organizar o ataque.

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A informação também foi repetida pelo presidente da Comissão da Câmara de Segurança Interna dos EUA, Michael McCaul. Até esta sexta, porém, não havia confirmação das autoridades turcas.

Ainda de acordo com o jornal, Chatayev aparece em uma lista de sanções das Nações Unidas como um líder no Estado Islâmico responsável por treinar militantes russos.

Ele teria sido preso na Bulgária há cinco anos em um pedido de extradição feito pela Rússia, mas depois foi liberado porque possuía status de refugiado na Áustria, disse um juiz búlgaro. Um ano depois, foi ferido e capturado na Geórgia, mas novamente liberado.

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