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Justiça determina nova eleição para presidente na Áustria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Corte Constitucional da Áustria, a mais alta do país, determinou nesta sexta-feira (1º) que o país deve ter novas eleições para presidente.

O caso foi julgado após o Partido da Liberdade, do candidato derrotado Norbert Hofer, contestar na Justiça o resultado das eleições, afirmando que a lei foi infringida de diversas formas na maioria dos 117 distritos eleitorais onde a votação ocorreu e apontando para problemas com a triagem de votos de ausentes antes que oficiais da comissão eleitoral tivessem chegado ao local.

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O ecologista independente Alexander Van der Bellen venceu a votação ocorrida no dia 22 de maio com 50,3% contra 49,7% do candidato de extrema-direita Norbert Hofer, uma diferença de 31.026 votos.

Segundo a corte, foi utilizado um padrão rigoroso para avaliar a aplicação das regras na votação. Testemunhas também reclamaram sobre irregularidades na forma como a contagem de votos foi conduzida, incluindo o processamento de votos por correspondência mais cedo do que seria usual.

O Ministério do Interior havia dito que a maioria dos votos considerados irregulares foram qualificados dessa forma por uma questão meramente técnica, enquanto cédulas ainda eram contabilizadas ou processadas antes das 9h do dia seguinte às eleições.

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Segundo o órgão, até 23 mil votos teriam sido afetados, com outros 2.000 excluídos por irregularidades mais graves, como adolescentes que ainda não estavam em idade eleitoral, mas que puderam participar da votação.

A previsão é de que as novas eleições aconteçam entre os meses de setembro e outubro deste ano.

ELEIÇÕES

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O tom de união dos adversários contra o partido de extrema-direita de Hofer ajudou Bellen a chegar à vitória na votação de maio. Tendo recebido 21,3% dos votos no primeiro turno, o candidato liberal, ex-líder do Partido Verde, recebeu apoio dos partidos tradicionais.

Primeiro colocado no primeiro turno, com 35,1% dos votos, Hofer usou um tom mais moderado para atrair os eleitores, dando ênfase na geração de empregos e na melhora da qualidade de vida dos austríacos.

Embora tenha aberto mão do discurso xenófobo que caracterizou seu partido, os militantes defendiam o aumento das restrições à entrada de refugiados e uma tentativa de saída da União Europeia.

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Caso as novas eleições confirmem o resultado, Van der Bellen deverá tornar-se o primeiro candidato ecologista a ser eleito chefe de Estado austríaco, e o único na Europa atualmente. A posse de Bellen estava marcada para 8 de julho, quando iria suceder o social-democrata Heinz Fischer.

Assim como em outros países da Europa, o presidente da Áustria não é responsável pelo governo. Porém, a chance de vitória de um candidato de extrema-direita e anti-imigração é vista com expectativa no continente.

O resultado apertado mostra a divisão dos austríacos em relação à imigração e à permanência da União Europeia e foi um claro sinal à política tradicional. Os dois principais partidos do país não foram para o segundo turno.

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