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Justiça dá um ano para gestão Alckmin fazer obras anti-incêndio em escolas

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ARTUR RODRIGUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) foi condenado pela Justiça a realizar todas as obras contra incêndio necessárias para a obtenção de atestado de segurança do Corpo de Bombeiros em todas as escolas estaduais da capital paulista.

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A ação civil foi ajuizada pelo Ministério Público, que considerou "precária" a situação de segurança das 1.513 unidades na cidade de São Paulo.

A juíza da 8ª Vara da Fazenda Pública, Paula Micheletto Cometti, determinou que o Estado tem um ano para realizar as "obras, intervenções e atuações necessárias à integral regularização de todos os prédios e construções onde se encontram instaladas as escolas estaduais" para a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e AVS (Auto de Verificação de Segurança). A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 100 mil.

Para obter o AVCB, o responsável pelos prédio apresenta um plano (que envolve rotas de fuga, localização de hidrantes, extintores, entre outros) e passa por uma vistoria dos bombeiros. O AVS avalia pontos parecidos, mas é emitido pela prefeitura.

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A decisão, datada do último dia 24, também prevê multa diária de R$ 500 mil caso novas escolas sejam inauguradas sem a documentação.

A investigação foi instaurada em 2006. A pedido do Ministério Público, órgão municipal que fiscaliza segurança (o antigo Contru, hoje renomeado para Segur) chegou a fazer vistoria em partes das escolas e encontrar problemas como ausência de alarmes e saídas de emergência.

No processo, o governo afirmou que 146 escolas já possuem o AVCB. As demais unidades não contam com o documento, alega o Estado, devido à complexidade para obtê-lo.

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O engenheiro Silvio Antunes, consultor em segurança contra incêndio, afirma que as alterações necessárias para a a emissão do AVCB dependem de cada prédio. Geralmente, diz ele, não demandam grandes mudanças estruturais.

"O que acontece é as pessoas acharem que pode ficar pra segundo plano a segurança contra incêndio", afirma. Ele diz que os aspectos fundamentais para escolas são checagens periódicas do equipamento contra incêndio (como extintores e mangueiras), ter uma brigada de emergência treinada e fazer simulações de incêndio.

A reportagem conversou com professores de escolas estaduais, que afirmam que a segurança fica a dever. "Extintores as escolas costumam ter, mas nunca vi nenhuma espécie de treinamento, saída de emergência, essas coisas", diz um professor de 40 anos, há 10 na rede estadual.

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No mês passado, uma inspeção do TCE (Tribunal de Contas do Estado) aferiu que 87% das escolas estaduais não possuem a certificação do Corpo de Bombeiros que atesta a segurança contra incêndios.

GOVERNO

Questionada, a Secretaria Estadual da Educação afirmou que todas as escolas contam com equipamentos como hidrantes, extintores, alarmes, iluminação de emergência, entre outros.

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"A secretaria assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para fazer as intervenções de acessibilidade na totalidade das unidades escolares da rede estadual", afirma nota. Segundo o comunicado, o compromisso prevê também "a adequação e obtenção do AVCB".

O governo afirma também que as unidades são construídas com material de baixa combustão e têm manual de orientação e combate a incêndio. Apesar da intenção de obter o documento dos bombeiros, o governo afirmou que pretende recorrer da decisão.

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