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Boris Johnson anuncia que não deve se candidatar a primeiro-ministro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-prefeito de Londres e um dos principais líderes da campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE), Boris Johnson, afirmou em discurso nesta quinta-feira (30) que não vai se candidatar ao posto de primeiro-ministro britânico.

Johnson era considerado um dos favoritos para substituir David Cameron, que anunciou sua renúncia, logo após a votação em que venceu a opção de saída da UE na semana passada.

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"Vamos aproveitar essa chance e fazer dela nosso momento para erguer nossa cabeça frente ao mundo. Essa será a ordem do dia para o próximo primeiro-ministro deste país", afirmou Johnson a jornalistas.

"Em vista das circunstâncias no Parlamento" e tendo consultado colegas, porém, ele disse ter concluído que não poderia ser o próximo líder do Partido Conservador.

O secretária de Justiça, Michael Gove, outra figura importante na campanha pela saída da UE, anunciou mais cedo nesta quinta que se candidataria à posição de líder do partido.

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"Eu queria ajudar a construir uma equipe por trás de Boris Johnson para que um político que lutou pela saída da UE pudesse nos levar a um futuro melhor", afirmou na coluna em que anunciou sua candidatura no site da revista "Spectator".

Gove, porém, disse não acreditar mais que o ex-prefeito de Londres poderia ser esse líder. Anteriormente, ele havia chegado a anunciar seu apoio à campanha de Johnson.

A ministra do Interior, Theresa May, anunciou também nesta quinta sua candidatura à liderança do partido, prometendo lidar com a divisão no país após o plebiscito em que mais de 17 milhões de britânicos votaram pela saída da UE.

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Em discurso, ela afirmou que não deve haver tentativas de barrar a saída do UE. "Brexit significa Brexit", disse.

"A campanha foi travada, a votação foi realizada, a participação foi grande e o público deu seu veredito. Não deve haver tentativas de permanecer na UE nem de reingressar nela pela porta de trás nem de um segundo plebiscito", afirmou May.

Durante a campanha do Brexit, May apoiou a posição de Cameron, favorável à permanência do Reino Unido no bloco econômico.

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