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Impossível saber origem do dinheiro, afirma Porchat, usado em desvio da Rouanet

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GUILHERME GENESTRETI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um show privado de stand up do humorista Fabio Porchat, do grupo Porta dos Fundos, foi usado no esquema de desvios da Lei Rouanet, segundo o Ministério Público Federal, no escândalo apurado pela Operação Boca Livre, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça (28).

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Porchat, alertado pela reportagem de que seu nome teria sido usado no esquema, afirmou que não fazia ideia do fato.

"Sou contratado para dezenas de trabalhos e é impossível eu saber a procedência do dinheiro dos meus contratantes. Como não sabia desse", informou, por e-mail.

Segundo o MPF, o escritório de advocacia Demarest teria usado recursos da Lei Rouanet na contratação do humorista para um show privado -algo vetado pela mecanismo de isenção fiscal- em comemoração aos 68 anos de fundação da sociedade jurídica. Para tanto, teria contratado o Grupo Bellini Cultural, que comandava o esquema segundo a Polícia Federal.

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Procurado, o Demarest informou que ainda não teve acesso ao processo e reafirmou que não cometeu qualquer irregularidade e que colaborou e continuará a colaborar com a investigação. Os advogados do Bellini Cultural não se posicionaram sobre o caso.

A Polícia Federal, em conjunto com servidores da Controladoria Geral da União, cumpriu na terça 14 mandados de prisão temporária -todos expedidos contra integrantes da Bellini- e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio e Brasília.

O grupo Bellini atua há 20 anos no mercado. Segundo a PF, ele seria o operador do esquema que existe desde 2001, gestão FHC: como proponente de projetos culturais, conseguia recursos na Rouanet e se associava a patrocinadores privados para reverter esses recursos para fins pessoais.

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