Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Podemos busca respostas para desempenho ruim nas eleições

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Quando anunciaram sua coalizão em maio deste ano, os partidos Podemos e Esquerda Unida tinham a ambição de chegar às eleições de 26 de junho como líderes da esquerda espanhola. Somando forças, seus líderes pensavam em batalhar para formar um novo governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No domingo, a coalizão Unidos Podemos deparou-se com um cenário distinto. Juntos, somaram 71 assentos, a mesma cifra que haviam reunido separados no pleito de dezembro passado.

Em número de votos, a situação é mais negativa. A coalizão recebeu 1,2 milhão de votos a menos em comparação com dezembro. O sistema eleitoral espanhol tem distorções regionais, e o número de votos não se traduz diretamente em cadeiras.

Estão, assim, distantes do topo sonhado -o conservador PP tem 137 cadeiras e o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), 85.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado surpreendeu também os institutos de pesquisa, que nas últimas semanas vinham colocando o Unidos Podemos em segundo lugar, inclusive nas pesquisas de boca de urna horas antes do resultado oficial.

O Metroscopia, um dos mais respeitados no país, busca agora respostas para o abismo entre a previsão e a realidade. "Algo rompeu a tendência, algo complexo", diz à reportagem da Folha o analista Francisco Camas.

Por exemplo, a votação britânica para deixar a União Europeia, o chamado "Brexit". O referendo, em 23 de junho, teria criado um cenário de instabilidade, favorável ao conservador PP (Partido Popular), hoje no poder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A abstenção dos eleitores moderados do Podemos é outra hipótese para o desempenho do partido no domingo. A participação nessas eleições, 69,84%, foi uma das mais baixas da história.

Camas também ressalta que, desde 2014, eleitores têm tomado decisões na véspera do pleito, uma tendência que começava a aparecer nas últimas sondagens, ainda que de maneira tímida.

PERGUNTA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No dia após o pleito, a direção do Podemos reuniu-se e encomendou um estudo demográfico para analisar o desempenho e entender por que a aliança não levou a um bom resultado eleitoral.

Pablo Echenique, um de seus líderes, afirmou a jornalistas que por ora "ninguém sabe por que o resultado não foi o que apontavam as pesquisas. Nós também não".

Pablo Iglesias, líder do Podemos, disse que irá estender a mão a todas as forças políticas, "especialmente as progressistas". Quando se esperava que sua coalizão superasse o PSOE, a perspectiva era um governo unindo ambos. O cenário está menos claro, após os resultados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alberto Garzón, líder da Esquerda Unida, afirmou na segunda-feira que a aliança com o Podemos foi "uma boa ideia" e que evitou um desastre maior. "Se tivéssemos nos apresentado separadamente, os resultados teriam sido muito piores."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV