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Médica relata ataques com seringa na avenida Paulista, em São Paulo

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THIAGO AMÂNCIO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma médica peruana registrou queixa por lesão corporal e relatou ter sido atacada por um desconhecido e perfurada por uma seringa na última quarta-feira (22), na região da avenida Paulista, em São Paulo.

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A mulher, que não quis se identificar, foi atendida pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas e medicada contra HIV. A informação foi confirmada pelo hospital e pela Secretaria de Segurança Pública de SP. A Polícia Civil apura o caso, e o agressor ainda não foi identificado. À reportagem, a médica conta que caminhava pela rua Pamplona na tarde de quarta, na altura do shopping Cidade São Paulo, quando sentiu uma pressão nas costas. "Parecia a ponta de uma caneta", diz ela. A médica afirma que achou ser algum conhecido que tentava chamar sua atenção. "Passou na minha frente um homem alto, magro, moreno, de moletom verde com listras brancas", ela diz, sem ter visto o que ele carregava nas mãos.

Um pouco à frente, na esquina com a avenida Paulista, a mulher conta que viu o homem perfurando outra mulher, e, ao parar para ajudar, viu que também tinha sido atingida pela agulha.

A médica foi atendida no instituto Emílio Ribas e recebeu a PEP (Profilaxia pós-exposição), coquetel de medicamentos que reduzem as chances de infecção por HIV. Em outro hospital, ela fez testes para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C.

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Os resultados de HIV e sífilis deram negativos, mas a médica ressalta que os exames mostram que ela não tinha as doenças antes de ser perfurada, e que é preciso fazer novas análises em um mês, seis meses e um ano.

RISCO BAIXO

"As chances de acontecer uma infecção por furada de agulha são muito baixas. Mas, de qualquer maneira, tem que tomar essas medidas de prevenção", diz a médica. Ela relata que não sentiu qualquer fluido na agulha. "Não senti nenhuma substância sendo injetada na minha pele, até porque não daria tempo. Acredito que foi só a furada", afirma.

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O Instituto Emilio Ribas disse, em nota, que "casos como esse são raros" e que "os riscos de transmissão de doenças infecciosas são considerados mínimos, não havendo necessidade de pânico para a população".

O hospital recomenda que, caso alguém seja atingido, "mantenha a calma, lave o ferimento com água e sabão, não use álcool ou solução que machuque a pele e procure um serviço de saúde para avaliação".

"Importante salientar que existe disponível na rede pública de saúde a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), medicação que previne a transmissão do vírus HIV, caso seja tomada no máximo até 72 horas após uma situação de exposição. A PEP está disponível nas unidades de emergência ou de atendimento especializado em DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis)", diz a nota do instituto.

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