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Após vitória, Boris Johnson diz que país 'não deve virar as costas à Europa'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar de ter liderado a campanha a favor da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, favorito nas casas de aposta para substituir David Cameron como primeiro-ministro, afirmou em entrevista coletiva nesta sexta-feira (24) que o Reino Unido não deve "virar as costas à Europa".

"Nossos filhos e netos continuarão a ter um grande futuro na Europa", afirmou Johnson, que também disse que o "Brexit" é uma "oportunidade gloriosa" para o país. "Podemos aprovar nossas leis e ajustar nossos impostos de acordo com a necessidade da economia do Reino Unido".

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Segundo Johnson, nada irá mudar no curto prazo após a votação que definiu o histórico rompimento do Reino Unido com a UE.

"Tendo votado para deixar a UE, é vital destacar que agora não há necessidade para pressa", disse Johnson a repórteres nesta sexta-feira.

O ex-prefeito de Londres abriu seu discurso tecendo elogios ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, que definiu a realização do plebiscito, liderou a campanha contra a saída da UE e anunciou na manhã desta sexta, após a votação, que irá renunciar ao cargo.

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"Respeito a decisão do primeiro-ministro de deixar o cargo", disse Johnson, destacando também a "coragem de Cameron" ao pedir o plebiscito e afirmando estar triste com sua saída. "É um homem corajoso e de princípios, que representou bem seu país por muito anos."

O ex-prefeito de Londres também afirmou que o plebiscito era "inevitável" e que os britânicos falaram a favor da democracia na votação. "Não havia como lidar com uma questão desse tamanho sem perguntar às pessoas", disse.

Johnson também reafirmou que no futuro o Reino Unido irá se beneficiar do voto pela saída. "Podemos encontrar nossa voz no mundo novamente, uma voz que é proporcional à quinta maior economia da Terra", disse.

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Segundo o líder da campanha pela saída da União Europeia, a UE "foi uma ideia nobre em sua época", mas "não era mais correta para este país".

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