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Promotor do Rio diz que conjunção carnal é 'a melhor parte' de estupro

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LUIZA MELLO FRANCO E ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um promotor do Ministério Público do Estado do Rio fez um comentário polêmico ao exemplificar um caso de estupro durante a arguição de um candidato em um processo de seleção da instituição.

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Alexandre Joppert, promotor encarregado de entrevistar o candidato, decidiu descrever uma situação hipotética de estupro coletivo e se referiu ao responsável por forçar o ato sexual como aquele que "fica com a melhor parte, dependendo da vítima".

A reportagem teve acesso à arguição de Joppert, gravada por um dos presentes no processo de seleção. Ao apresentar o caso de estupro coletivo que seria avaliado pelo candidato, o promotor disse: "Estupro praticado por cinco homens contra uma mulher. Mediante violência física e grave ameaça também. Um segura, o outro aponta a arma, o outro guarnece a porta da casa, o outro mantém a conjunção... fica com a melhor parte, dependendo da vítima, mantém a conjunção carnal, e o outro fica com o carro ligado para assegurar a fuga (...)".

De acordo com testemunhas ouvidas, no momento em que o promotor fez o comentário houve um clima de constrangimento na sala. "Depois que ele falou aquilo, não consegui mais prestar atenção na prova. Fiquei pensando que ela tinha que ser interrompida. Como uma instituição dessa importância permite isso?", disse uma candidata, que pediu para não ser identificada.

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Joppert está no Ministério Público desde 1999. Atualmente, ele é assessor criminal do procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira.

A reportagem solicitou entrevista com o promotor Alexandre Joppert por intermédio da assessoria de comunicação do Ministério Público do Estado do Rio. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.

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