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Colômbia e Farc anunciam consenso sobre cessar-fogo e entrega de armas

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SYLVIA COLOMBO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) anunciaram nesta quinta (23), em Havana, o consenso sobre um dos pontos mais importantes do acordo de paz que vêm negociando há três anos: o que define a logística do fim do conflito.

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Esse item inclui o cessar-fogo bilateral, a entrega de armas por parte da guerrilha e a definição das zonas de segurança onde transitarão os ex-guerrilheiros antes de voltar à vida civil.

O anúncio é um passo decisivo na direção da assinatura final do acordo, cuja ideia do governo e das Farc é que se dê entre o final de julho e o começo de agosto.

"É um dia importante para a América e para a Colômbia. Num mundo assolado pela guerra, o processo de paz na Colômbia valida a perseverança de todos aqueles que lutam para terminar conflitos violentos por meio de soluções conciliatórias e de diálogo", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, parte em espanhol e parte em inglês.

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Nesta quinta (23), ambas as partes anunciaram também que a aprovação do acordo por parte do povo colombiano será feita através de um plebiscito -que deve ocorrer de dois a três meses após a assinatura do acordo.

Estiveram presentes à cerimônia o presidente colombiano Juan Manuel Santos, o ditador cubano Raúl Castro e o líder das Farc, Rodrigo Londoño, o "Timochenko".

Também assistiram à cerimônia como países acompanhantes do processo os mandatários do México, Enrique Peña Nieto, do Chile, Michele Bachelet, e da Venezuela Nicolás Maduro, além de representantes dos EUA e da União Europeia.

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ENTREGA DE ARMAS

Com relação ao cessar-fogo, ficou decidido que acontecerá num prazo de 180 dias após a assinatura do acordo. Já a entrega das armas se dará de forma gradual, em três momentos, também no mesmo prazo. Para isso, o governo, em contrapartida, se comprometeu a garantir a segurança dos ex-guerrilheiros contra seus grupos rivais (ex-paramilitares, milícias inimigas) assim que termine o conflito.

Foram definidas também 23 zonas de transição e oito acampamentos, onde os ex-guerrilheiros poderão ter a segurança garantida enquanto é estabelecido o modo como serão julgados e passem por um processo de reintegração à vida civil. Os ex-integrantes só poderão sair dessas zonas desarmados.

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"O processo de paz não terá volta atrás. A paz será a vitória de toda a Colômbia e de toda nossa América", disse Raúl Castro logo depois de assinar o documento. Cuba, assim como a Noruega, foram países de garantia do processo de paz.

Ban Ki-moon pediu perseverança no que falta por negociar daqui até o fim das negociações.

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