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Democratas encerram protesto na Câmara por votação sobre armas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Deputados democratas encerraram, nesta quinta (23), um protesto de mais de 25 horas em que sentaram e ocuparam o chão do plenário da Câmara exigindo a votação de medidas que tornariam mais rígida a compra de armas nos EUA.

Os parlamentares se sentaram no chão por volta das 11h30 de quarta-feira dizendo-se dispostos a não sair até que a maioria do opositor Partido Republicano aceitasse votar dois projetos de restrição ao acesso a armas de fogo antes do recesso do Dia da Independência, na próxima semana.

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Em sua conta no Twitter, um dos líderes do protesto, o deputado John Lewis, da Georgia, sugeriu que a demanda não havia sido atendida pela maioria republicana.

"Nós não devemos nunca desistir ou sucumbir. Devemos manter a fé. Precisamos voltar no dia 5 de julho mais determinados do que nunca", escreveu.

Alguns parlamentares levaram travesseiros e cobertores para dormir num Congresso. O protesto foi transmitido ao vivo na TV pelos celulares dos deputados, depois que os republicanos cortaram a transmissão regular.

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Do lado de fora do parlamento, um grupo de apoiadores também se reuniu durante a noite. "Sem lei, sem recesso", entoavam em coro os deputados governistas, em mais um confronto com a oposição republicana sobre um tema que gera uma polarização política explosiva nos EUA.

O debate sobre o controle de armas reaqueceu depois da morte de 49 pessoas em Orlando no dia 12, o mais grave ataque a tiros da história recente do país. Na última sexta (17), quatro propostas para aumentar o acesso a armas de fogo foram vetadas em votação na Câmara, acirrando a divisão.

Embora sejam consideradas modestas, as medidas que os democratas querem votar esbarram na resistência dos republicanos e nos milhões do lobby das armas. Uma delas é a de vetar a venda de armas a pessoas que estão proibidas de fazer viagens aéreas por suspeita de terrorismo. A outra, um sistema universal de checagem dos compradores de armas.

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