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Partidários do 'Brexit' lançam vídeo do 'Dia da Independência' para atrair voto

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FERNANDA ODILLA

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - A campanha pelo "Brexit", nome dado à saída dos britânicos da União Europeia, divulgou um vídeo no qual chama os eleitores a votarem pelo "Dia da Independência".

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O vídeo apareceu tão logo as primeiras pesquisas de intenção de votos divulgadas nesta quinta-feira (23) passaram a apontar vantagem cada vez maior para a permanência do Reino Unido no bloco.

A reação em vídeo dos partidários do "Brexit" foi divulgada na internet enquanto os britânicos ainda votam no plebiscito e aposta na nostalgia.

Com 1 minuto e 28 segundos, o vídeo mostra imagens de tropas britânicas nas ilhas Falkland (ou Malvinas, para os argentinos), de um trem a vapor e de um famoso jogador inglês de críquete disputando uma partida contra a Austrália em 1981. Também chama os britânicos a fazer deste 23 de junho "o dia da independência" e diz que o Reino Unido é grande, forte e bravo como a Austrália e o Canadá.

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A campanha do "Brexit" foi a que mais arrecadou recursos na reta final do plebiscito, de acordo com a comissão eleitoral do Reino Unido. Do total de 6,4 milhões de euros (cerca de R$ 32 mi) de libras arrecadadas entre 13 de maio e 9 de junho, os que querem sair do bloco contabilizaram 3,6 milhões de euros (R$ 18 mi).

Em conjunto, desde fevereiro, as duas campanhas somaram doações que ultrapassam 27 milhões de euros (R$ 135 mi). Pelas regras eleitorais britânicas, apenas contribuições superiores a 7.500 de euros foram registradas.

REAÇÕES

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Não foi apenas a campanha pelo "Brexit" que reagiu às pesquisas. A libra valorizou em relação ao dólar nesta quinta e o mercado de apostas pelo "fica" também esquentou.

"Os apostadores normalmente acertam, mas erraram feio comigo na última vez, não foi?", observou o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, depois de votar pela permanência no bloco.

O primeiro-ministro David Cameron, acompanhado de sua mulher, também votou pela manhã, mas não deu nenhuma declaração pública.

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Nigel Farage, líder do Ukip e defensor ferrenho da saída do bloco, mostrava-se otimista, mas já indicava que seria uma disputa difícil. "Realmente acho que temos uma chance forte. Mas tudo depende do índice de participação e daqueles que votam pelo permaneça ficarem em casa", disse.

Entre os principais nomes da campanha, o único que ainda não votou foi Boris Johnson, partidário do "Brexit". O ex-prefeito conservador de Londres está em St. Andrews para a cerimônia de formatura da sua filha.

Em entrevista ao jornal "Telegraph", Johnson admitiu que sua carreira está em risco caso o "Brexit" seja derrotado. "Francamente, esse pode ser o fim da minha carreira política. Eu já fiquei oito anos na prefeitura de Londres, gostei muito, foi um grande privilégio. Está bom para mim."

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Johnson viu no plebiscito uma chance de disputar a liderança do Partido Conservador com David Cameron e, consequentemente, pleitear o posto de premiê do Reino Unido.

Assim como os conservadores, os britânicos chegam ao dia do plebiscito divididos e repletos de feridas. Durante o debate ficou claro que, mais que as consequências para a economia, a imigração é um dos pontos de maior polêmica e preocupação no Reino Unido. Não importa o resultado, haverá muitas feridas a cicatrizar.

RESULTADO

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Os eleitores têm até as 22h (18h do Brasil) para votarem. A participação, contudo, não é obrigatória.

Depois de encerrada a votação, as urnas serão levadas para 382 postos de contagem. O resultado final, previsto para a manhã de sexta (24), será anunciado em Manchester.

Ainda que o "Brexit" vença, a saída do bloco não será imediata. O Parlamento britânico deverá referendar a decisão que, em seguida, segue para o Conselho Europeu, onde haverá negociação para definir os termos da saída. Estima-se que o processo dure dois anos.

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