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No Brasil, filha de Che critica reaproximação entre países

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NICOLA PAMPLONA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Principal atração do primeiro dia do Festival Internacional da Utopia de Maricá, na região metropolitana do Rio, a filha de Ernesto Che Guevara, a pediatra Aleida Guevara, fez duras críticas à reaproximação entre Estados Unidos e Cuba, iniciada em 2015, que incluiu a reabertura de embaixadas em Washington e Havana.

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Na sua opinião, os Estados Unidos ainda não avançaram em pontos importantes para Cuba, como o embargo comercial, a base de Guantánamo e leis que facilitam a permanência de imigrantes cubanos ilegais nos Estados Unidos. Ela cobrou mais "respeito" e "igualdade de condições" nas relações norte-americanas com seu país.

"Como podemos ter relações com um país que mantém um embargo criminoso? Como podemos normalizar relações enquanto eles mantêm uma lei que dá aos imigrantes cubanos ilegais, os únicos que têm esse privilégio, o direito à moradia? Como podemos normalizar relações com o governo dos Estados Unidos se eles têm uma base naval na província de Guantánamo e, para nossa vergonha, usam essa base para ações em outras nações do Caribe?", questionou ela.

Ativista próxima ao Movimento dos Sem Terra (MST) no Brasil, Guevara mencionou o tema ao falar sobre a importância em entender "a utopia do inimigo". Para ela, o principal interesse dos Estados Unidos é transformar os países do Caribe "em mais uma estrela" de sua bandeira -em referência às estrelas que identificam cada um dos 50 Estados norte-americanos.

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"Eles têm, há séculos, a utopia de se unir à ilha. É seu sonho irrealizável. E agora estão mudando os métodos, pois perceberam que cometeram erros com o povo cubano", afirmou. "Eles terão que seguir sonhando com essa utopia porque não é possível, de nenhuma maneira, acabar com a revolução cubana", concluiu.

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