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Democratas sentam em chão da Câmara para exigir votação

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MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Um grupo de parlamentares do Partido Democrata sentou no chão da Câmara dos Deputados dos EUA nesta quarta-feira (22) para forçar a maioria republicana a aceitar a votação de uma medida para restringir o acesso a armas de fogo antes do recesso de uma semana que começa no próximo dia 4.

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"Sem lei, sem recesso", entoaram em coro os deputados governistas, em mais um confronto com a oposição republicana sobre um tema que gera enorme polarização política nos EUA.

O debate sobre o controle de armas reaqueceu depois da morte de 49 pessoas em uma boate gay de Orlando no dia 12, o mais grave ataque a tiros da história recente do país. Na última sexta (17), quatro propostas para aumentar o acesso a armas de fogo foram vetadas em votação no Senado, acirrando a divisão.

"Nossa ação é pelos que não viram este dia, cujos dias foram levados em um instante, por armas de violência", disse a deputada democrata Steny Hoyer.

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Diante do impasse, a maioria republicana declarou um recesso e determinou a suspensão da transmissão ao vivo pela TV. Mas os cerca de 30 deputados democratas se recusaram a deixar o plenário, mantendo o protesto.

"Ficaremos o tempo que for preciso", disse um deles, o John Lewis. "O que esta casa fez [contra a violência]? Nada. Estamos cegos para uma crise. Onde está a nossa coragem? Quantos pais e mães precisam derramar lágrimas de luto?"

Na terça (21), um grupo de senadores dos dois partidos havia sinalizado uma saída para o impasse, com uma emenda que propõe o veto à venda de armas para suspeitos de terrorismo que estão proibidos de fazer viagens aéreas. Embora considerada modesta pelos defensores da restrições mais duras, se a emenda prosperar será uma das poucas aprovadas no Congresso nos últimos 20 anos.

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"Essencialmente, nós acreditamos que se uma pessoa é perigosa demais para entrar num voo ela também é perigosa demais para comprar uma arma", disse a senadora republicana Susan Collins, uma das líderes da iniciativa.

A lista de suspeitos do governo tem cerca de 109 mil nomes, entre eles 2.700 cidadãos americanos.

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