Julie Delpy dirige comédia sobre jovem que atormenta namorado da mãe
ÚRSULA PASSOS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz francesa Julie Delpy -a Céline da trilogia de "Antes do Amanhecer", de Richard Linklater- volta à comédia em seu sexto longa como diretora, "Lolo, o Filho da Minha Namorada".
Vincent Lacoste ("Hipócrates") vive Eloi, o Lolo do título, um adulto recém saído da adolescência que atormenta o novo namorado de sua mãe, Violette, interpretada pela própria Delpy. Karin Viard ("Família Bélier") dá vida à hilária amiga de Violette, cheia de piadas eróticas.
Dany Boon, diretor e ator de "A Riviera não É Aqui" (2008), maior sucesso de bilheteria da história do cinema francês, encarna a vítima, um homem do interior deslumbrado com a cidade de Paris. Lolo coloca pó-de-mico em suas roupas, o dopa em uma festa, rouba seu trabalho mais precioso e por aí vai.
Mas o personagem não é só engraçado, "é mau e um pouco assustador", diz Lacoste em entrevista à Folha.
Além disso, suas poses e expressões são marcantes. "Lolo tem uma identidade visual forte, anda de cuecas, se mexe vagarosamente, tem algo do cinema silencioso, de Chaplin, de Buster Keaton, e do humor visual de gente como Peter Sellers e Jacques Tati."
O filme faz parte da programação do Festival Varilux, que vai até 22 de junho, e deve estrear em 25 de agosto.
DEPOIS DO RISO
Lacoste, de 22 anos, ganhou notoriedade aos 14 com "Les Beaux Gosses" (2009), primeiro filme de Riad Sattouf, quadrinista autor de "O Árabe do Futuro" (Íntrinseca) e ex-colaborador do "Charlie Hebdo".
"Depois disso, só me ofereciam comédia, mas agora me oferecem papéis mais maduros, eu envelheci", diz o ator.
Para ele, conhecer Julie Delpy, em 2011, ao trabalhar em seu filme "O Verão do Skylab" foi revelador. "Eu entendi o tipo de cinema que queria fazer", conta.
"Ela faz comédias, mas sempre tem algo que pode sair disso, em 'Lolo', por exemplo, poderia ser um 'thriller'."
