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Confederação arrenda centro marcado por doping para ser base do atletismo

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PAULO ROBERTO CONDE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Marcado na história esportiva por abrigar uma equipe estigmatizada pelo doping, hoje já encerrada, um centro de treinamento de alto nível em Bragança Paulista (SP) foi arrendado pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para servir como base principal da modalidade no país.

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O complexo, inaugurado em 2009 como sede da Rede Atletismo, projeto que prometia revolucionar o esporte, vai ser transformado em um polo desenvolvimento.

A CBAt arrendou o terreno por um período de ao menos 15 anos, inicialmente sem custo, após aprovação dos membros em sua assembleia geral, em abril. Existe um opção contratual de renovação por outros 15.

O lote ainda pertence ao ex-presidente do grupo Rede Energia, Jorge Queiroz, que concordou na cessão. O Grupo Rede foi vendido.

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No local, há uma pista certificada pela Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) e uma outra instalação coberta, anexa, com área de aquecimento e salas que podem receber aparelhos de condicionamento físico, por exemplo.

A confederação já começou a levar equipamentos para o centro, onde além de concentrar promessas das categorias de base também quer sediar eventos nacionais.

O projeto da Rede Atletismo começou e terminou em 2009. Com grande aporte financeiro, a equipe contratou medalhões como Maurren Maggi, construiu o centro e afirmava publicamente que seu desejo era dominar o atletismo nacional.

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Porém, entre julho e agosto daquele ano, pouco antes do Mundial de Berlim, foi revelado um escândalo de doping sem precedentes, o maior da modalidade no país até hoje.

Cinco atletas (Bruno Lins, Jorge Célio Sena, Lucimara Silvestre, Josiane Tito, Luciana França) foram flagrados em teste surpresa e dois técnicos (Jayme Netto Junior e Inaldo Sena) acabaram punidos pelos controles positivos.

A diretoria do Grupo Rede decidiu, então, suspender o projeto e encerrar a equipe adulta -posteriormente, também fechou a de base.

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Do fechamento até este ano, o esporte de alto rendimento nunca mais foi desenvolvido na instalação, que é de primeira linha.

Ao longo dos anos, ela foi base de uma escola e de um orfanato para cerca de 350 crianças. Ambos serão mantidos em funcionamento, mesmo com as atividades da CBAt.

"Este centro será nosso legado deste ciclo olímpico dos Jogos do Rio", disse José Antônio Martins Fernandes, presidente da CBAt.

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A confederação planeja, no médio prazo, construir um alojamento para mais de 300 atletas -atualmente existe um, mas pequeno-, auditórios e centro de imprensa.

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