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Confronto entre professores e policiais deixa 6 mortos e 53 feridos no México

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Seis pessoas morreram e 53 ficaram feridas durante um confronto entre um sindicato de professores e policiais em uma manifestação no México neste domingo (19).

A violência irrompeu quando o batalhão de choque agiu para desalojar manifestantes que bloqueavam uma rodovia em Oaxaca, Estado do sul mexicano. Imagens de televisão mostraram cenas caóticas de homens fugindo da polícia ao som de tiros.

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Na cidade de Juchitán, um fotojornalista foi morto a tiros por homens mascarados enquanto fotografava saques.

Este foi o pior incidente de uma série de protestos que transcorrem nos últimos meses, contra reformas na educação que o governo adotou três anos atrás.

Enrique Galindo, diretor da Polícia Federal do México, disse que indivíduos mascarados que não são filiados ao sindicato estão por trás da maior parte dos episódios violentos, durante os quais atiraram coquetéis molotov e dispararam em policiais e civis.

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"Este tipo de protesto radicalizado gera violência", afirmou em coletiva de imprensa na cidade de Oaxaca, a capital estadual.

O governador de Oaxaca, Gabino Cué, disse que a maior parte dos mortos era jovem e que só dois tinham "elos com o sindicato".

Nesta segunda-feira (20), autoridades mexicanas investigavam se entre os mortos havia vítimas de disparos policiais.

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MANIFESTAÇÕES

A manifestação de domingo, próximo da cidade de Nochixtlan, cerca de 80 km a noroeste de Oaxaca, foi a mais recente de várias ocorridas nos últimos dias nas quais manifestantes interromperam o tráfego de outras rodovias com pneus em chamas.

O tumulto ganhou intensidade após a prisão do líder da união de professores local na semana anterior. Ruben Nunez, chefe de uma das facções mais combativas da entidade sindical CNTE (Coordenadoria Nacional de Trabalhadores da Educação), foi detido sob suspeita de corrupção.

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Mais cedo no domingo, a polícia escoltou 120 caminhões-tanque que levavam resíduos químicos da refinaria próxima de Salina Cruz, cuja proprietária e operadora é a petroleira estatal mexicana Pemex.

Na sexta-feira, a Pemex alertou que pode ser obrigada a interromper suas operações na refinaria "em alguns dias" se o bloqueio continuar.

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