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Em 2003, ministra sueca pró-euro foi assassinada dias antes de referendo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O caso lembra o da deputada britânica Jo Cox, assassinada na quinta-feira (16). Em 2003, uma política europeia também foi morta a poucos dias de uma votação sensível para seu país de origem.

A então ministra sueca das Relações Exteriores, Anna Lindh, 46, foi esfaqueada dentro de uma loja no centro de Estocolmo no dia 10 de setembro daquele ano, quatro dias antes de um referendo sobre a adoção do euro pela Suécia.

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Lindh era uma defensora da adoção da moeda comum europeia, assim como o primeiro-ministro sueco à época, Göran Persson. O ataque nunca foi considerado pela polícia como tendo motivação política, mas a campanha do referendo foi suspensa, assim como a do plebiscito britânico nesta semana.

A maioria dos suecos (56%) acabou rejeitando o euro, e a coroa sueca seguiu sendo a moeda do país, que entrou na União Europeia em 1995.

Pesquisas realizadas após a morte da ministra chegaram a apontar um crescimento do apoio à moeda europeia, mas não foi o suficiente para alterar o cenário majoritariamente favorável ao ?não?.

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Um dos argumentos dos opositores do euro é que a adoção da moeda europeia poderia resultar em aumento de preços na Suécia.

CRIMINOSO

Ainda em setembro daquele ano, a polícia prendeu o sueco de origem sérvia Mijailo Mijailovic devido a uma amostra de DNA em um boné deixado na loja onde Lindh foi morta. Ele confessou o crime em janeiro de 2004, e foi condenado à prisão perpétua.

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Anos depois, já na prisão, Mijailovic afirmou em uma entrevista que o ataque foi motivado pelo ódio que sentia de políticos, tanto suecos como sérvios.

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