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COI ainda não sabe qual medalha Brasil receberia por organização dos Jogos

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PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - Presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach afirmou nesta quinta-feira (16) que não saberia dizer hoje qual medalha daria para a organização dos Jogos do Rio.

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"Eu sou atleta, então sei que as medalhas só são ganhas depois da competição. Só vou dizer se o Rio ganhará ouro, prata ou bronze em organização depois dos Jogos", afirmou o dirigente, campeão olímpico por equipes na esgrima em Montréal-1976.

Bach esteve em Santos para entregar uma comenda olímpica --maior honraria conferida pelo comitê que dirige-- a Pelé, depois de indicação feita pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil). Apenas outros dois atletas nacionais receberam a distinção: a nadadora Maria Lenk e o triplista Adhemar Ferreira da Silva, ambos já mortos.

Após a cerimônia, realizada no Museu Pelé, ele disse que está confiante de que os Jogos do Rio serão bem-sucedidos.

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Nesta quinta, a Folha revelou que as principais preocupações do COI recaem sobre a Arena da Amazônia, o velódromo e o fornecimento de energia para as instalações. O estádio de Manaus pode ser, inclusive, retirado da lista de sedes.

Outra preocupação explicitada por Bach foi o complexo esportivo de Deodoro, onde, segundo ele, "há muito trabalho a fazer".

"Estamos muito confiantes de que teremos grandes Jogos Olímpicos. Vimos progressos nos últimos dias. Ter dificuldades não é uma exclusividade do Brasil. Sabemos que o comitê, a prefeitura e o governo estão trabalhando muito, cientes de que não há um momento a perder", comentou o alemão, que esteve no Rio anteriormente nesta semana.

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Entre os compromissos, encontrou-se com o presidente interino Michel Temer, de quem disse ter recebido garantias políticas e financeiras em meio a crise.

"Não acho que a crise tem tirado o espírito olímpico do país. O Brasil é um país dividido neste momento, com questões políticas e sociais, mas é possível ver que os Jogos Olímpicos não são sobre política. É um projeto que pode ajudar a unificar o Brasil", disse.

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