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Se houve plano do estado, a Rússia deve ser punida, diz dirigente brasileiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nesta sexta-feira (17) será decidido se ao atletismo russo participará dos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto.

Em Viena, na Áustria, o o conselho da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo) definirá se o país continua suspenso de todas as competições internacionais, o que já ocorre desde novembro do ano passado, devido a um esquema de doping sistemático patrocinado pelo governo.

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Segundo o presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Toninho Fernandes, é "difícil" tratar do assunto porque ele não conhece "a situação com profundidade".

"Pelo que temos lido no noticiário da mídia, houve realmente casos de doping, que precisam ser julgados e punidos. Mas é importante estabelecer como isso ocorria. Se foram ações isoladas de atletas, eles é que devem ser punidos. Porém, se havia um planejamento de estado para isso, então a culpa cabe também ao país", disse Fernandes.

Perguntado se acredita que a Rússia será punida, Fernandes se esquivou. Sobre a principal ausência caso isso aconteça, o dirigente brasileiro foi direto.

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"Não temos como avaliar se a Rússia será ou não afastada dos Jogos do Rio. Se isso acontecer, certamente a ausência mais sentida pelo público será da Ielena Isinbaieva, a recordista mundial do salto com vara".

De acordo com a WADA (Agência Mundial Antidoping), os atletas russos produziram 52 exames de doping positivos e 111 se recusaram a fazer testes.

A atualização do relatório da Wada, que cobre um período de seis meses, iniciados em novembro, na esteira da suspensão da Agência Russa Antidoping, também informou que alguns atletas russos não completaram eventos ou se retiraram de listas de competição para enganar as autoridades de controle de doping.

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A Rússia foi suspensa de todas as competições de atletismo em novembro, depois que um relatório independente da Wada revelou a prática generalizada de doping entre seus competidores com patrocínio estatal.

A Wada fez uma série de pedidos à Rússia para que o país se adequasse às normas da entidade. Os russos dizem que diversas ações já foram tomadas.

Segundo a agência de notícias "France Presse", o COI já teria sinalizado com um "abrandamento" da pena a alguns atletas que não foram flagrados no doping, como é o caso de Isinbaieva. Assim, alguns competidores russos estariam liberados para participar dos Jogos no Rio.

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"É uma opção plausível. Mas quais são as garantias que podemos ter dos russos. É um sistema estatal e é difícil tirar senso das coisas. Também é um problema de credibilidade para a IAAF. Nossa imagem está manchada e o único jeito de retificar as coisas é sendo duro", disse o presidente da Federação Francesa de Atletismo e membro do conselho da IAAF, Bernard Amsalem.

Os principais atletas russos fizeram uma carta apelando ao COI. Encabeçados por Isinbaieva, que já cogitou apelar ao Tribunal Superior do Esporte, os competidores afirmaram estar comprometidos na luta contra o doping.

"Pedimos que tomem uma atitude humanitária com os muitos atletas cujos destinos estão em jogo e que tomem decisões equilibradas e sábias (...) Garantimos que nossos atletas estão limpos. Nenhum deles jamais tomou substâncias proibidas, e não há suspeitas sobre eles. Por favor, conte-nos o que mais precisamos fazer para convencer a comunidade olímpica do nosso comprometimento na luta contra o doping", disseram, em um dos trechos da carta.

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