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COI visita trem em dia de falha técnica

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ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conheceu o sistema ferroviário do Rio em dia de falhas técnicas.

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Os trens circulavam na manhã desta quarta-feira (15) com intervalos irregulares por causa de uma falha na energização da rede aérea próximo à estação Engenho de Dentro, que serve de acesso ao Estádio Olímpico Engenhão, local das provas de atletismo.

Bach saiu da Central do Brasil até a estação Vila Militar, que serve ao Complexo Esportivo de Deodoro, num serviço especial, sem parar nas estações. Levou meia hora num trajeto que consome cerca de 40 minutos para os demais passageiros. Ele não pagou a passagem que custa R$ 3,70.

Horas antes, passageiros lotaram plataformas aguardando trens, que precisavam desviar da rede com problema. A falha ocorreu por volta das 6h e foi normalizado, segundo a Supervia, cerca de 9h.

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Ela afetou nove estações (de Piedade à Mangueira) que atendem a três ramais.

"Atrasei mais um dia para o trabalho", disse o servente Reginaldo Moreira, 56.

"Para o transporte público em cidades como o Rio, não há em nenhum lugar do mundo uma solução 100%. Mas o que você pode ver aqui é uma transformação no transporte público que não ocorreu em nenhum lugar do mundo. Em 2009, apenas 16% tinham acesso a transporte público [de alta capacidade]. Após os Jogos serão 63%. É bom experimentar o legado dos Jogos", disse Bach.

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A Supervia afirma já ter investido nos últimos cinco anos R$ 1,5 bilhão no sistema, como parte de um plano de investimento de R$ 2,1 bilhões até o fim da concessão, em 2048.

Para a Olimpíada, a concessionária investe na reforma de seis estações que atenderão aos Jogos. Contudo, o acordo para esta obra previu a redução na frota estimada para 2016 em 13%.

O plano de investimento da Supervia no sistema é de R$ 2,4 bilhões até o fim da concessão, em 2048. Para a Olimpíada, a concessionária investe na reforma de seis estações que atenderão aos Jogos. Contudo, o acordo para esta obra previu a redução na frota estimada para 2016 em 13%.

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"Para quem ficou 40 anos sem investimento é muito baixo. Mas é um grande avanço em relação ao que tínhamos. Dobramos a capacidade de transporte de passageiros", disse Herbert Quirino, presidente interino da Supervia.

Uma das estações reformadas foi a estação Vila Militar, onde Bach desembarcou. Foi recepcionado pelo general José Eduardo Ramos, comandante da 1ª Divisão de Exército e guarnição da Vila Militar. Ele visitaria as instalações do Complexo Esportivo de Deodoro e, à tarde, a Vila dos Atletas.

Apesar das falhas constantes no trem, o sistema de transporte que mais preocupa é o metrô. A construção da linha 4, que vai ligar a Barra até a zona sul, está atrasada e o Estado não tem recursos para concluí-la.

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Bach afirmou ter confiança na solução do problema. O presidente interino Michel Temer afirmou na terça (14) que vai resolver a questão financeira da obra, sem esclarecer de que forma.

"Discutimos isso ontem. Temos as segurança de que tudo estará pronto a tempo. Nossos especialistas dizem que os planos são realistas", afirmou Bach.

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