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Justiça da Argentina desiste de julgar Macri por escutas ilegais

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LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - A Justiça argentina decidiu que o presidente Mauricio Macri não será levado a julgamento pelo caso das escutas ilegais.

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O mandatário vinha sendo processado desde 2012 sob a suspeita de haver organizado um esquema de espionagem. Seu então cunhado, Néstor Leonardo havia sido uma das vítimas -dois telefones seus foram grampeados.

Leonardo foi casado com Sandra Macri, irmã do presidente morta de câncer em 2014, mas nunca foi aceito pela família. Seu advogado afirmava que Macri e seu pai, Franco, tinham medo de que Leonardo herdasse a fortuna de Sandra.

Segundo os juízes que analisaram o caso, não há provas que permitam "vincular Mauricio Macri com a intromissão ilegal na comunicação de seu ex-cunhado".

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O advogado de Leonardo apontava o chefe de Estado como responsável pelos grampos porque as escutas teriam sido instaladas por funcionários da Polícia Metropolitana, criada por Mauricio quando ele comandava a Prefeitura de Buenos Aires.

A Promotoria Federal era favorável ao julgamento de Mauricio Macri, mas, após ele assumir a Presidência, em dezembro de 2015, mudou de posição com a justificativa de que havia surgido "novas evidências" e passou a defender a absolvição.

Ainda no ano passado, a Justiça acatou o pedido da Promotoria e liberou o dirigente do caso. Leonardo recorreu, mas, agora, uma junta de três juízes ratificou a decisão.

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O presidente continua sendo investigado em outro caso, o das empresas offshores. A Justiça analisa seu envolvimento em empresas da família Macri constituídas em paraísos fiscais.

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