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Ataque a boate em Orlando motiva debates acerca do porte de arma 

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Em resposta ao ataque a boate Pulse, em Orlando, Estados Unidos, políticos do Partido Democrata,  centro-esquerda, pretendem colocar em votação projeto de lei que proibiria suspeitos de envolvimento em atos terroristas de adquirir armas de fogo.

Nos Estados Unidos, o acesso ao armamento, por parte da população civil, é um direito garantido pela Segunda Emenda à Constituição, que foi aprovada no final do século XVIII. A emenda baseia-se na premissa de que é um direito do cidadão ter acesso aos meios necessários à sua proteção.

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No Brasil, grande parte da população acredita que o atual Estatuto do Desarmamento deva ser reformulado, a fim de liberar o porte de armas ao cidadão civil. A proposta, inclusive, faz parte da pauta do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC). Os argumentos dos defensores da liberação fundamentam-se na mesma premissa da Segunda Emenda à Constituição estadunidense. Estes alegam também que isto reduziria consideravelmente a criminalidade.

Estes argumentos não possuem embasamento lógico, tendo como principal sustentação uma divulgação generalizada de medo e ódio aos criminosos. Este tipo de "propaganda" desvaloriza a humanidade dos criminosos e coloca-os como inimigos da população, seres totalmente vis. Esse discurso faz com que as pessoas sintam-se ameaçadas, levando-os a buscar um meio rápido e confiável para proteger-se, neste caso, as armas de fogo.  

Não existem estudos que relacionem de modo satisfatório a liberação do porte de armas e a redução da criminalidade, porém existem diversas pesquisas acadêmicas que comprovam que um aumento no número de armas acarreta um aumento no número de mortes. Em um assalto por exemplo, há uma maior chance de uma pessoa armada ser assassinada, já que esta oferece uma maior ameaça à ação dos criminosos.

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Nos Estados Unidos o novo projeto de lei não considera a evidente motivação homofóbica do ataque e foca-se em uma suspeita de envolvimento do atirador com extremismo islâmico. Já no Brasil, a proposta de liberação do armamento não leva em consideração que a melhor maneira de reduzir a criminalidade é o investimento pesado em educação.

Estes casos podem ser comparados a uma tentativa de combater os sintomas visíveis, aqueles que chamam mais atenção. Enquanto isso, a doença segue silenciosa, corroendo o corpo pouco a pouco.

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