Atacada por atirador, boate no EUA recebia eventos da causa gay
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No fim da noite sábado (11), a Pulse publicou em uma rede social um convite para que os latinos fossem à casa. Voltado para o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais),o clube americano anunciava uma noite com música latina. Seis horas depois, uma nova publicação pedia que todos deixassem o local e corressem.
A festa seria mais uma das realizadas pela Pulse há 12 anos. Na madrugada deste domingo (12), um homem armado abriu fogo dentro do local, deixando ao menos 50 mortos e 53 feridos.
O espaço surgiu em Orlando, na Flórida. Normalmente, ocorriam por lá festas com performances de drag queens, karaokês e apresentações de DJs.
A casa foi inaugurada em 2004 com a proposta de "manter vivo o espírito" do irmão de uma das sócias, Barbara Poma.
John, irmão mais velho da empresária, morreu em fevereiro de 1993 após contrair o vírus HIV e lutar contra a doença por anos. Depois da morte, a família decidiu se envolver com a causa gay.
Por isso, em sua página na internet, a boate afirma não ser "apenas outro clube gay".
A Pulse atuava para a prevenção do vírus HIV. Além das festas, abria as portas para eventos organizados por entidades que atuam pela causa gay nos EUA, como o Equal at UCF, criada por estudantes para oferecer suporte a gays e lésbicas e lutar contra a discriminação.
Há um mês, a boate dedicou uma noite latina para arrecadar fundos a fim de ajudar uma pessoa que enfrenta um câncer. O objetivo: entregar o dinheiro para que ela viajasse para onde quisesse.
