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Tiroteio em boate gay deixa ao menos 20 mortos em Orlando, nos EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem armado abriu fogo em uma casa noturna no centro da Flórida na madrugada deste domingo (12), deixando pelo menos 20 mortos e 42 feridos, informou a polícia local.

O atirador, munido de pelo menos um rifle de assalto e de uma pistola, teria feito reféns na boate Pulse, em Orlando, e morreu após troca de tiros com a equipe da SWAT.

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Vários veículos de emergência foram acionados, incluindo o esquadrão antibombas e uma equipe de materiais perigosos. "Muitos feridos, não se aproximem do bairro", aconselhou a polícia em seu Twitter.

Em sua conta no Facebook, a Pulse postou às 3h (horário de Brasília): "Saiam da Pulse e corram". A publicação tem mais de 648 comentários, e alguns usuários da rede social relatam terem estado lá durante o tiroteio.

Por volta das 6h (horário de Brasília), a polícia informou que o forte estrondo dentro da boate foi "uma explosão controlada efetuada pelos agentes". Às 6h55, a polícia informou que o atirador que estava dentro da boate foi morto.

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O incidente acontece dois dias após a cantora e ex-participante do programa "The Voice" Christina Grimmie ter sido morta após se apresentar em Orlando por um homem de 27 anos, que se matou em seguida.

Orlando

Dezenas de veículos da polícia, incluindo uma equipe da SWAT, de operações especiais, foram enviados à área próxima da Pulse. Pelo menos dois caminhões da polícia foram vistos recolhendo as vítimas do tiroteio para o hospital Orlando Regional Medical Center.

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Uma testemunha, Jon Alamo, disse que estava no fundo da casa noturna quando um homem armado invadiu o local. "Ouvi 20, 40, 50 tiros", disse. "A música parou".

Rob Rick, que também estava no local, afirmou que o tiroteio aconteceu próximo ao horário de fechamento, às 2 da manhã. "Estavam todos tomando a 'saideira'". Ele estimou que mais de 100 pessoas estavam dentro da casa noturna quando os tiros começaram. Ele se escondeu atrás da cabine do DJ. Um segurança derrubou uma divisória entre a área dos clientes e dos funcionários, permitindo que as pessoas fugissem pela parte de trás do imóvel.

Mina Justice estava na parte externa da casa noturna tentando falar com o filho Eddie, de 30 anos, que lhe enviou uma mensagem de texto quando o tiroteio começou e pediu a ela que chamasse a polícia. Ele disse que correu para um banheiro com outros clientes para se esconder. Depois, enviou mais duas mensagens: "Ele está vindo para cá" e "Ele nos encontrou e está aqui com a gente". "Essa foi a última conversa", disse Justice.

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