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Ministro do Interior e chefe de gabinete de Bachelet renuncia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O chefe de gabinete e ministro do Interior do Chile, Jorge Burgos, renunciou nesta quarta-feira (8), anunciou o governo, depois de uma série de desavenças políticas com outras autoridades do Executivo.

A baixa ocorre no momento em que a popularidade da presidente chilena, Michelle Bachelet, atinge recordes negativos.

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Burgos, membro do Partido Democrata Cristão (PDC), parte da aliança de governo de Bachelet, entrou em choque com outros ministros por causa da reforma trabalhista e da pauta de combate ao crime.

O governo disse que Burgos entregou sua demissão devido a "razões pessoais", e o substituiu por Mario Fernández Baeza, que até então servia como embaixador do país no Uruguai.

Burgos deixou o governo Bachelet se dizendo amigo da presidente e confirmando a saída por razões pessoais, segundo o jornal "La Tercera". "A principal razão de minha renúncia é que estou cansado fisicamente", disse o ministro, de acordo com o jornal local.

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Burgos assumiu o cargo em maio do ano passado, quando Bachelet fez uma profunda adaptação de sua equipe, em uma tentativa de resolver a crise de confiança e dar um sinal de moderação na nova fase de seu governo.

Na ocasião, saíram nove dos 23 ministros, incluindo o ministro das Finanças, Alberto Arenas, o primeiro na pasta a não completar o mandato desde o retorno à democracia após a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

O índice de aprovação de Bachelet caiu de 29% em abril para 24% em maio, voltando ao recorde negativo do ano passado, de acordo com pesquisa da empresa Gfk Adimark.

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Bachelet cumpriu cerca de metade do mandato iniciado em março de 2014 e viu suas altas taxas de popularidade anteriores enfraquecerem devido a escândalos financeiros que envolveram até membros de sua família e à revolta com a estagnação da economia.

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