Velório de Tunga reúne artistas e parentes na zona sul do Rio
JOÃO PEDRO SOARES
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O velório do artista plástico Tunga foi iniciado na manhã desta quarta-feira (8) no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio.
Desde às 9h, amigos e parentes estiveram no local para prestar a última homenagem ao artista plástico, que morreu na segunda-feira (6).
"O Brasil perdeu seu maior artista plástico", lamentou o galerista André Millan, representante de Tunga no mercado de arte.
"Era um grande artista. Conseguia unir coisas inimagináveis. Tunga tinha a capacidade de ver arte em tudo. Era, antes de tudo, um poeta", disse a designer Irene Peixoto, que trabalhou com Tunga em dois projetos editoriais da Cosac Naify: "Barroco de Lírios" e "Caixa Tunga".
Diretor-executivo do Instituto Inhotim, que abriga dois pavilhões inteiramente dedicados à obra do artista, Antônio Grassi exaltou o trabalho de Tunga e a sua contribuição ao Inhotim.
"O Inhotim é do Tunga. Ele fez a cabeça do Bernardo Paz [fundador do espaço] com relação a várias questões importantes que deram origem ao Inhotim", declarou. "É um espaço onde seu legado está eternizado".
O artista plástico Everardo Miranda também lamentou a perda: "Era um amigo que se pode colocar na categoria de irmão. Conheci-o quando nos preparávamos para as provas das faculdades de arquitetura", disse.
"Foi uma personalidade que deixou marcas profundas nas pessoas que tiveram o privilégio de conviver com ele e também nas próximas gerações da arte".
O corpo de Tunga chegou ao São João Batista às 11h50. O enterro está previsto para as 15h.
