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Novo ataque com carro-bomba na Turquia mata três e fere mais de 30

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após um ataque com carro-bomba matar 11 pessoas em Istambul, um novo atentado na Turquia deixou três mortos nesta quarta-feira (8) -dois policiais e um civil.

O ataque tinha como alvo uma delegacia na cidade de Midyat, no sudeste do país. Mais de 30 pessoas ficaram feridas, entre policiais e civis.

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O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que o atentado foi perpetrado por rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), considerado uma organização terrorista pela Turquia, União Europeia e pelos Estados Unidos.

"O assassino é a organização PKK. Isso não nos surpreendeu, mas o cerco em torno deles está fechando. Tanto nas cidades como nas áreas rurais, nós continuaremos a lutar contra eles decisivamente", disse Yildirim.

Confrontos entre as forças de segurança e militantes do PKK ocorreram após a explosão, segundo autoridades locais.

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A cidade de Midyat fica na província de Mardin, na fronteira com a Síria. A região é palco de conflitos com a minoria curda há três décadas.

ATAQUES

Há vários meses, a Turquia se encontra em estado de alerta por uma serie inédita de atentados atribuídos ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) ou relacionados com o reinício do conflito curdo.

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Nesta terça (7), um ônibus da polícia foi alvo de um ataque com carro-bomba em um bairro histórico de Istambul, matando 11 pessoas e ferindo outras 36. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado.

Dois outros atentados suicidas já haviam sido registrados este ano em áreas turísticas de Istambul e foram atribuídos ao EI.

Em 19 de março, um homem-bomba atacou uma via comercial do centro de Istambul e matou quatro turistas estrangeiros (três israelenses e um iraniano). Em janeiro, outro atentado suicida matou 12 turistas alemães no centro histórico da cidade, a maior da Turquia.

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Quando os ataques miram as forças de segurança, as autoridades os atribuem aos rebeldes curdos, que lutam contra o exército turco no sudeste do país.

Em abril, o governo dos Estados Unidos advertiu seus cidadãos para a existência de "ameaças" de atentados contra os turistas em Istambul e Antália, no sul.

Os atentados abalaram o setor de turismo na Turquia, com uma queda do número de visitantes de 28% em abril deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015. A queda mensal foi a maior em 17 anos e preocupa o governo.

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A Turquia, membro da Otan (aliança militar ocidental) e da coalizão liderada pelos Estados Unidos que luta contra o EI no Iraque e na Síria, parece ter intensificado as operações contra o grupo extremista na região norte da Síria, onde os jihadistas controlam muitas áreas próximas à fronteira.

De acordo com analistas, isso deixa o país mais vulnerável ao risco de atentados.

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