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ATUALIZADA - Ao se firmar como candidata, Hillary Clinton evoca momento histórico

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MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - "A vitória de hoje pertence a todos vocês, homens e mulheres", disse Hillary Clinton nesta terça (7), no discurso da vitória que marcou o momento histórico em que os Estados Unidos, pela primeira vez, consagraram uma mulher como a candidata presidencial de um grande partido.

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Diante de uma plateia em êxtase no bairro do Brooklyn (Nova York), Hillary fez um discurso de união, defendendo um país que seja "tolerante, inclusivo e justo". Os EUA são melhores quando há pontes em vez de muros, afirmou a ex-chanceler, numa referência ao seu rival na eleição, o magnata Donald Trump, que defende erguer um muro na fronteira americana com o México.

Donald Trump não tem o temperamento para ser o presidente dos EUA. Ele não quer só construir um muro na fronteira com o México. Ele quer erguer um muro entre os americanos", criticou. "Quando Donald Trump diz que um juiz de Indiana não pode fazer o seu trabalho ou chama as mulheres de porcas, ele vai contra tudo o que acreditamos".

Seu pronunciamento seguiu o tom duro do discurso que fez na semana passada sobre a política externa de Trump, dedicado quase unicamente a desqualificar o rival.

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Como previam as pesquisas, Hillary venceu as primárias de Nova Jersey, um dos seis Estados que foram às urnas na disputa democrata nesta terça.

Segundo projeções divulgadas por vários canais de TV, com 20% dos votos apurados, a ex-chanceler tinha 60% do total. Os resultados da prévia na Califórnia, o maior Estado do país, não são conhecidos até o momento. Por lá, as urnas fecharam às 20h locais (0h em Brasília).

Seu rival, o senador Bernie Sanders, ganhou a prévia disputada no Estado de Dakota do Norte, numa noite em que o revés pouco fez diferença para Hillary.

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Ela já havia selado a candidatura democrata na noite de segunda, quando uma sondagem da agência de notícias Associated Press apontou que ela tinha atingido o número necessário para representar o partido nas eleições de novembro, incluindo os chamados "superdelegados", dirigentes do partido que não precisam seguir o resultado das urnas.

Antes do discurso, as luzes se apagaram para a projeção de um vídeo sobre a história da luta dos direitos da mulher nos EUA, intercalados por momentos da campanha de Hillary. O fato de ser a primeira mulher candidata de um grande partido e possivelmente a primeira a assumir a Presidência tem sido um dos temas centrais da campanha de Hillary.

Em mensagem no Twitter, a campanha da candidata ressaltou o momento histórico. "Nesta noite, nós podemos dizer com orgulho que, nos Estados Unidos, não há barreira tão grande nem teto tão alto que não possa ser quebrado".

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Com a candidatura democrata à Casa Branca assegurada, após uma disputa mais acirrada do que se esperava com o senador Bernie Sanders, Clinton terá que mover o eixo de sua campanha para a direita, agora que o foco passa a ser o embate final com o magnata Donald Trump. É o que previram estrategistas políticos consultados pela reportagem.

"Será um exercício de equilíbrio delicado para ela, entre a necessidade de ir mais para o centro, onde muitos dos americanos estão, e apoiar posturas mais progressistas para não afastar os simpatizantes de Sanders", disse Jim Manley, 20 anos de experiência como assessor de senadores democratas.

Hillary entra para a história como a primeira mulher a tornar-se candidata presidencial de um grande partido nos EUA, e ela foi a primeira a destacar isso no primeiro discurso após o anúncio da vitória nas primárias. Já o efeito eleitoral deve ser limitado, concordam os analistas. "De fato é histórico, mas não acho que vai impressionar muita gente".

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