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Empresas e governos pretendem triplicar o número de reatores nucleares operantes até 2050

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Até 2050, empresas e governos que trabalham neste setor, pretendem triplicar o número de usinas nucleares operantes. Atualmente, estão operantes 450 reatores nucleares, sendo que estes estão distribuídos por 33 países diferentes. 

Um dos países que mais incentiva o aumento da geração de energia elétrica usando a fissão nuclear é a Rússia. Nos dias 30 de maio e 1° de junho aconteceu em Moscou, patrocinado pela estatal russa de energia nuclear Rosatom, o Congresso de Energia Nuclear, AtomExpo 2016. 

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Durante o encontro, vários conferencistas russos discursaram acerca da diminuição dos riscos na geração elétrica por meio da fissão nuclear. Além disso, os discursantes também enfatizaram a importância da energia nuclear no combate a emissão de gases do efeito estufa. Sergey Kirienko, diretor-geral da Rosatom, disse que até 2030 as usinas nucleares russas impediram o lançamento de 711 milhões de toneladas de CO² na atmosfera.

Além disso, para popularizar a energia nuclear nos países emergentes, onde esta é vista com grande temor pela população, a Rosatom patrocinou a ida de vários jornalistas destes países a cidade de Novovoronezh, a 500 quilômetros ao sul de Moscou. Novovoronezh é sede de uma planta com seis usinas nucleares em operação.

Desde o acidente na Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011, vários governos vem deixando de lado a energia nuclear e priorizando a geração por meio de fontes renováveis. Um bom exemplo disso é a Alemanha, que desde 2000, antes mesmo do acidente, vem investindo pesado na geração elétrica por meio da energia solar. Atualmente, a utilização de conversores solares fotovoltaicos responde por aproximadamente 10% da energia produzida no país. 

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No Brasil, atualmente estão em funcionamento duas usinas nucleares. A construção do terceiro reator teve início em 2010, no entanto devido a irregularidades a obra está parada. Todos os reatores ficam na cidade de Angra dos Reis. 

Na Rússia, país que em relação ao Brasil  possui acesso limitado a recursos renováveis, e precisa produzir muita energia a um baixo custo, é compreensível que o governo priorize, e a população aceite, o uso da energia nuclear. 

Entretanto, no Brasil, a construção de novos reatores não traria grandes benefícios para a população. Mesmo que, devido a melhorias nos esquemas de segurança, os riscos de um acidente tenham diminuído, as consequências de um possível desastre poderiam ser irrecuperáveis. Além disso, existe o alto custo da construção da usina e o armazenamento do lixo atômico, problema este, que pode arrastar-se por centenas de gerações.

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Thiago Almeida, representante nacional do Greenpeace, para a área energética, ressalta que, no Brasil, uma melhor utilização do potencial eólico, solar e da biomassa seria suficiente para aumentar a produção e diminuir os custos da energia elétrica. Além disso, a diversificação das fontes reduziria a dependência nacional em relação às hidrelétricas, diminuindo o risco de apagões em períodos de seca.

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