Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Nove milhões fazem vestibular chinês; fraude pode levar a 7 anos de prisão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

JOHANNA NUBLAT

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mais de 9 milhões de jovens chineses começaram, nesta terça-feira (7), as provas de admissão a universidades do país -o "gaokao"-, momento de extrema tensão para pais e estudantes devido à acirrada disputa pelas vagas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A novidade, este ano, é que fraudar o "Enem chinês" passará a ser considerado uma ofensa criminal, punida com até sete anos de prisão.

A lei criminal do país foi alterada e, desde 1º de novembro, passou a abarcar a trapaça nos exames, como organização e facilitação de fraude e contratação de outra pessoa para fazer a prova em seu lugar, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

O aperto às fraudes no vestibular chinês veio após um jornal do sul do país publicar uma reportagem, em 2015, sobre uma rede que pagava a estudantes universitários para realizar as provas no lugar do vestibulando, de acordo com o jornal "China Daily".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso o aluno fosse admitido nas melhores universidades do país, diz o jornal, o universitário poderia ganhar mais de R$ 530 mil.

A Xinhua informou que cerca de 9,4 milhões de estudantes estão matriculados para os dois ou três dias de prova, a depender do local, a partir desta terça, 20 mil pessoas a menos que em 2015.

Boas notas no "gaokao" podem garantir ao aluno uma vaga nas universidades mais prestigiadas do país, como a Tsinghua e a Universidade de Pequim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do aperto na legislação na esfera nacional, autoridades locais se armaram para evitar fraudes.

A Xinhua listou algumas das medidas adotadas no país, como varredura de sapatos, bloqueio de wifi nos locais da prova e grupos de policiais procurando atitudes suspeitas.

MIGRANTES

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste ano, um projeto piloto na província de Guangdong vai facilitar a vida dos estudantes que têm residência fixa em outros locais na China, mas migraram para Guangdong e estudam na província.

Esses alunos, cerca de 9.500, poderão fazer as provas onde moram e não precisarão voltar para sua cidade de origem para prestar o vestibular, segundo a Xinhua.

A China tem um rígido sistema que fixa a pessoa no local de origem da família, e dificulta o acesso a serviços como saúde e educação em outros locais do país —a pessoa tem um "hukou", espécie de passaporte, que a vincula a sua cidade de origem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa falta de mobilidade é particularmente cruel para filhos de trabalhadores que mudam para as grandes cidades.

Milhares de crianças e jovens ficam para trás com parentes; quem vai para as cidades enfrenta problemas como a impossibilidade de prestar o vestibular na nova cidade.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV