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Ex-premiê espanhol Zapatero se reúne com opositor venezuelano preso

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, facilitador de um diálogo entre o governo venezuelano e a oposição, se reuniu, de surpresa, neste sábado (4) com o opositor preso Leopoldo López, segundo o pai do político detido.

"A reunião com Zapatero foi uma surpresa para Leopoldo. Não sabemos quem e nem para que a permitiram. Só sabemos que houve uma surpresa!", escreveu Leopoldo López Gil, pai do opositor, em sua conta no Twitter.

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López cumpre uma pena de quase 14 anos de prisão no centro de detenção militar de Ramo Verde, nos arredores de Caracas, acusado de instigar a violência em protestos antigoverno em 2014, que terminaram com 43 mortos e mais de 800 feridos.

Junto com a Unasul e os ex-mandatários Leonel Fernández (República Dominicana) e Martín Torrijos (Panamá), Zapatero tem sido mediador nas conversas entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) para buscar soluções à crise venezuelana.

Para dialogar, a oposição exige que as autoridades eleitorais fixem datas que permitam avançar no processo de referendo revogatório contra Maduro.

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Enquanto o ex-candidato presidencial Henrique Capriles diz que a MUD não deveria participar num diálogo "para que Maduro ganhe tempo ou livre sua cara", o presidente do Parlamento, Henry Ramos, insiste que é necessário conversar.

Maduro, por sua vez, reiterou sua disposição em dialogar nas reuniões exploratórias que tiveram início na República Dominicana.

Na última sexta (3), no entanto, assessores jurídicos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, entraram com um pedido de amparo contra a mesa diretora da Assembleia Nacional (controlada desde janeiro pela oposição) sob alegação de usurpação de poderes.

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Uma das acusações é que líderes do Legislativo violam a Constituição ao conduzir uma campanha, até agora frustrada, para que a Organização dos Estados Americanos (OEA) aplique sanções contra Maduro com base na Carta Democrática do órgão, sediado em Washington.

A oposição convocou os 1,8 milhões de eleitores que assinaram o pedido para ativar o referendo revogatório a "reafirmarem seu compromisso com a mudança", nesta segunda-feira (6), disse o secretário-executivo da MUD, Jesus Torrealba.

A Venezuela está passando por uma severa crise agravada pela queda do preço do petróleo, que fornece 96% das divisas do país.

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