Macri recebe alta após sofrer arritmia cardíaca, diz Casa Rosada
LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, teve alta na noite de sexta-feira (3), após ser hospitalizado horas antes por ter sofrido uma arritmia cardíaca.
Por volta das 23h30, Macri já estava na Quinta de Olivos (residência oficial da Presidência), segundo informou a Casa Rosada.
Macri, 57, teve os primeiros sintomas da fibrilação atrial (espécie de arritmia considerada comum, principalmente em pessoas mais velhas) às 15h de sexta-feira, mas continuou trabalhando até o fim da tarde, quando os médicos da Presidência decidiram encaminhá-lo a uma clínica para a realização de exames.
Na manhã deste sábado (4), o chefe de Estado passou por uma nova consulta médica, mas em casa. Sua agenda de fim de semana, que incluía dois atos públicos, foi cancelada. Na segunda, ele deverá voltar ao trabalho.
Pelo Twitter, adversários políticos mandaram mensagens de apoio ao presidente. O deputado federal Sergio Massa, terceiro colocado nas eleições presidenciais do ano passado, escreveu que esperava uma recuperação rápida. Roy Cortina, deputado da cidade de Buenos Aires pelo Partido Socialista, expressou solidariedade à família.
Já Hugo Moyano, o principal sindicalista do país, afirmou à imprensa local ter se preocupado com a saúde de Macri e destacou que a arritmia costuma ocorrer com pessoas que vivem permanentemente sob pressão. "Os ministros que ele tem ao redor, que se equivocam nas porcentagens dos aumentos, lhe cansaram emocionalmente", ironizou Moyano.
Questionado sobre a possibilidade de estar se referindo ao ministro de Energia, Juan José Aranguren, Moyano respondeu: "A ele e a muitos outros que adotam posições que não são as melhores e que são bastante inaceitáveis desde o ponto de vista humano".
Nesta semana, após pressões políticas, o governo de Macri colocou um teto ao aumento das tarifas de gás, que havia sido determinado por Aranguren no início do ano. Na região da Patagônia, no sul do país, o reajuste não poderá passar de 600% -a alta inicial chegava a 2.000%.
