Presidente da Câmara dos EUA declara voto em Donald Trump
ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Paul Ryan, presidente da Câmara dos Deputados americana, disse nesta quinta (2) que o virtual candidato republicano Donald Trump terá seu voto para a Casa Branca.
Apesar de serem colegas de partido, Ryan vinha resistindo a endossar a candidatura de Trump, com quem tem desavenças públicas.
O congressista publicou um artigo num jornal de seu Estado local, Wisconsin, defendendo o magnata.
"Não é segredo que ele e eu temos nossas diferenças. Não vou fingir o contrário. E, quando sentir a necessidade, continuarei a falar o que sinto", escreveu.
"Mas a realidade é, nos tópicos de nossa agenda, concordamos mais do que discordamos."
Após Ted Cruz e John Kasich abandonarem as prévias republicas, no começo de maio, Trump restou como único aspirante da legenda à sucessão de Barack Obama.
Líderes republicanos começaram a ser pressionados a apoiá-lo.
O empresário alternou momentos de paz e guerra com os caciques do partido -a quem acusou, por meses, de fazerem o possível para barrar sua candidatura.
Encontrou com vários deles, inclusive Ryan. Mas, dono de uma retórica antiestablishment, Trump também fez pouco caso da "turma de Washington".
"Farei o que for preciso. Tenho milhões de pessoas que votaram em mim", afirmou há três semanas, em entrevista à rede ABC.
Reagia a alegações de que não seria conservador o bastante para o eleitorado republicano. "Me manterei fiel aos meus princípios. E sou um conservador, mas não esqueça, o partido se chama Republicano, não Conservador."
Ao enfim declarar apoio a Trump, Ryan evocou um inimigo em comum: "Uma Casa Branca sob Hillary significa mais quatro anos de nepotismo liberal e um governo que advoga mais em benefício próprio do que pelas pessoas a que serve."
