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"Política externa de Temer é medíocre e submissa", diz Marco Aurélio Garcia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-assessor internacional de Dilma Rousseff Marco Aurélio Garcia (PT) disse nesta terça-feira (31) que o Brasil "terá um lugar pequeno" no mundo com a política externa do governo do presidente interino Michel Temer.

Em vídeo na página da mandatária afastada no Facebook, Garcia considerou "medíocre e submissa" a visão do novo chanceler, José Serra (PSDB). Para ele, o país voltará 20 anos no tempo se seguir a receita do ministro tucano.

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"Se nós conseguirmos definitivamente romper com essa visão medíocre e pequena, provinciana, conservadora, nós teremos a possibilidade de reconstruir nossa política externa", disse o ex-membro do governo petista.

Quando tomou posse, em 18 de maio, Serra defendeu a prioridade a acordos bilaterais, deixando em segundo plano as negociações multilaterais dos governos de Dilma e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Marco Aurélio Garcia

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Na parte política, o tucano prometeu uma política "sem partidarismo", criticando os adversários petistas pelas relações mais próximas com países com governos de esquerda, como Venezuela, Cuba, Bolívia e Equador.

Considerado um dos principais responsáveis por essa aproximação, principalmente de Caracas, Garcia não comentou sobre as críticas de Serra às administrações destes países por questionarem o processo de impeachment.

Sobre a América Latina, defendeu a boa relação com os vizinhos, mas sem citar aspectos ideológicos. "É mais importante que estejamos neste mundo multipolar junto com os países da região que estejamos isolados." ÁFRICA

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Marco Aurélio Garcia defendeu ainda a aproximação Sul-Sul e considerou um "absurdo extraordinário" a diminuição ou o fechamento de embaixadas brasileiras na África e no Caribe, avaliados pela nova equipe do Itamaraty.

"Em primeiro lugar é não levar em consideração a importância que a África tem para a política externa brasileira. Me parece uma visão preconceituosa, atrasada, na qual está presente o conservadorismo do pensamento político", disse.

A maioria das representações em países africanos foi aberta no governo Lula (2003-2010), na estratégia de ampliar o comércio exterior. A nova gestão avalia cortar alguns destes postos para poder diminuir as despesas do ministério.

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