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Pedido para frear conversas entre UE e Mercosul 'não atrapalha', diz Serra

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FERNANDA ODILLA, ENVIADA ESPECIAL

PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - O chanceler José Serra afirmou nesta terça-feira (31) que "em nada atrapalha" sua pauta de negociações em Paris o pedido de 34 deputados do Parlamento Europeu para que a UE (União Europeia) suspenda as relações comerciais com o Mercosul por conta do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

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"Você sabe qual é o percentual de deputados? Em torno de quatro. Não tem significado nenhum", disse o chanceler brasileiro à reportagem.

O Parlamento Europeu tem 751 representantes dos 28 países membros do bloco.

Mercosul e UE estão numa nova fase de negociação comercial, tendo já trocado propostas para flexibilizar as transações entre os dois blocos.

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O grupo de deputados, de diferentes nacionalidades e todos de partidos mais à esquerda, afirma que o governo brasileiro não tem legitimidade para conduzir negociações. A posição foi expressa por meio de uma carta encaminhada pelos parlamentares à Comissão Europeia.

Serra, contudo, minimizou o tamanho e a força do movimento.

Sob o comando do chanceler do governo interino de Michel Temer, o Itamaraty tem reiterado e insistido no exterior que o processo de impeachment de Dilma Rousseff tem seguido todo o trâmite constitucional.

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Desde o domingo (29), Serra está em Paris para uma série de conversas e encontros bilaterais comerciais, entre eles com representantes da comissária de comércio da União Europeia, Cecília Malström, e dos Estados Unidos, Michael Froman.

Os encontros acontecem durante a reunião do conselho de ministros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Serra vai falar no painel que trata de desenvolvimento inclusivo e sustentável e pretende abordar a redução da pobreza, conflitos e a preservação do meio ambiente. "Tudo isso engloba o desenvolvimento sustentável", diz.

O Brasil é parceiro, mas não é membro da OCDE. Questionado se ele pretende transformar o país em membro da organização, Serra afirmou que ainda não pensou sobre o assunto e que isso seria um processo longo, de pelo menos três anos.

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"De alguma maneira temos acesso a todas atividades da OCDE."

Na noite desta terça (31), Serra se encontra com o presidente francês, François Hollande, na cerimônia de encerramento da semana da América Latina na França.

Ele pretende, contudo, tratar de acordos comerciais com seu homólogo francês, Jean-Marc Ayrault, encontro considerado muito importante por Serra.

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"A França é o principal parceiro do Brasil em matéria de armamentos hoje. Temos todas as condições de demandar um tratamento comercial às exportações agrícolas brasileiras mais suave e flexível."

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