Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Governo e oposição da Venezuela inciam contatos para resolver crise

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SAMY ADGHIRNI

CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - Representantes do governo e da oposição da Venezuela iniciaram na República Dominicana contatos preliminares em busca de um diálogo formal para resolver a grave crise econômica, política e social na Venezuela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A informação, revelada pela mídia venezuelana, surge em meio a reiterados apelos de governos, organismos internacionais e ex-dirigentes para o pico de tensões deflagrado com o recente esforço da oposição para ativar um referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro ainda neste ano.

Segundo o jornal opositor "El Nacional", o encontro iniciou-se na quinta-feira (26) em Santo Domingo sob mediação de Leonel Fernández (ex-presidente dominicano), Martín Torrijos (ex-presidente do Panamá) e José Luis Rodríguez Zapatero (ex-premiê espanhol), que há dez dias esteve em Caracas conversando com governo e oposição.

Maduro foi representado por Jorge Rodríguez, prefeito do município Libertador (o maior da grande Caracas) e um dos mais altos dirigentes chavistas; Delcy Rodríguez, chanceler e irmã de Jorge; e Elias Jaua, deputado e ex-vice-presidente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A delegação da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) foi encabeçada pelos deputados Alfonso Marquina, Luis Aquiles e Timoteo Zambrano, que representam diferentes correntes.

O secretário-geral da MUD, Jesus Torrealba, negou ter havido conversas diretas entre as partes.

"Não há 'reunião governo-oposição' na República Dominicana. Representantes da MUD participam de encontro com Zapatero, Torrijos e Fernández", escreveu Torrealba no Twitter.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

REIVINDICAÇÕES

Segundo o "El Nacional", o objetivo dos contatos em Santo Domingo é tentar estabelecer uma agenda e cronograma para uma eventual negociação.

De acordo com o jornal, a oposição exige que o governo levante obstáculos à realização do referendo revogatório ainda em 2017 e à atuação da Assembleia Nacional, dominada pela MUD desde janeiro. Outra reivindicação opositora é a libertação de dezenas de ativistas e políticos que a MUD considera presos políticos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o governo busca evitar o referendo revogatório ou ao menos adiá-lo para 2017, a partir de quando uma eventual destituição de Maduro levaria o vice-presidente a assumir o resto do mandato (até 2019), sem novas eleições.

Ainda segundo o "El Nacional", chavistas também cobram da oposição respeito à autoridade do Executivo e apoio aos esforços do governo para aliviar o desabastecimento.

Não está claro quais os próximos passos entre as duas partes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Governo e oposição já haviam ensaiado um diálogo em 2014, em meio a protestos antichavistas que deixaram 43 mortos, incluindo policiais. A iniciativa, porém, esbarrou na falta de concessões dos dois lados.

ESCALADA

Venezuelanos sofrem há quase três anos com uma espiral de inflação e desabastecimento generalizado de itens básicos e remédios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oposição diz que a crise é causada pelos controles de preço e de câmbio e por ataques do governo contra o setor privado. Chavistas negam a falência de seu modelo e afirmam que a situação é resultado da queda do preço do petróleo e de uma suposta "guerra econômica" travada por empresários golpistas e pelos EUA.

O ambiente ficou ainda mais tenso desde que a oposição impôs humilhante derrota ao governo na eleição parlamentar de dezembro, dando início a um conflito entre o Legislativo e demais poderes.

No último dia 3, a MUD entregou 1,8 milhão de assinaturas ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE, órgão eleitoral) para iniciar um processo de referendo revogatório para tirar Maduro do poder.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O número de firmas supera em muito o mínimo de 200 mil assinaturas (equivalente a 1% do número de eleitores registrados no país) exigido pela lei nesta fase.

O CNE disse que encerrará auditorias no dia 2 de junho, contrariando o prazo de dez dias estipulado pela lei. O governo diz que muitas assinaturas são falsas.

Se o CNE validar essa primeira coleta, a oposição terá de recolher assinaturas de outros 20% dos eleitores registrados. O referendo poderá se dar quando o órgão avalizar essa segunda auditoria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso haja a consulta popular, o "sim" precisaria ser aprovado por mais eleitores que os 7,5 milhões de votos obtidos por Maduro em 2013.

Alguns setores chavistas sinalizaram que estariam dispostos a aceitar um referendo revogatório em 2017, mas a oposição até agora descarta esta opção, já que seria de uma mudança de presidente, não de modelo de governo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV