EUA bombardeiam reduto de líder do Taleban; morte não foi confirmada
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Akhtar Mansour, líder do Taleban, foi alvo de uma operação aérea dos Estados Unidos em uma área remota da fronteira entre Afeganistão e Paquistão, anunciou o Pentágono neste sábado (21).
O governo americano, no entanto, ainda não confirmou a morte do dirigente.
Com a reputação de moderado e pragmático, Akhtar Mansour assumiu formalmente o lugar do mulá (líder religioso) Mohammed Omar em julho do ano passado, em um momento crucial para o futuro da milícia, em meio a negociações de paz com o governo do Afeganistão e à expansão da facção terrorista Estado Islâmico.
Na prática, Mansour já dirigia o Taleban desde a morte de Omar, em 2013. No entanto, segundo analistas, ele carecia da aura religiosa de seu antecessor, enfraquecendo sua legitimidade frente aos militantes de base.
Sua escolha para a chefia da milícia, longe de ser unânime, foi objeto de intenso debate -parte do grupo, incluindo membros da shura (a "assembleia de notáveis"), defendia que Yaqub, filho de Omar, assumisse o cargo.
TRAJETÓRIA
Mansour nasceu no início dos anos 1960 na província de Kandahar, região afegã conhecida por atividades pastoris que foi berço da rebelião taleban que mais tarde governou o Afeganistão de 1996 até 2001, quando ocorreu a invasão dos EUA.
Mansour passou a maior parte de sua juventude no Paquistão. Ao longo dos anos, aprendeu a navegar entre os diferentes setores que compõe o movimento Taleban, como a shura de Quetta (que dirige os talebans no Paquistão) e os representantes da milícia no Qatar.
Durante o governo Taleban no Afeganistão, Mansour ocupou o cargo de ministro da Aviação Civil. Depois, foi apontado pelo grupo como responsável pelos assuntos militares e políticos da milícia, trabalhando como braço-direito de Omar.
