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Não há 'a menor indicação' sobre as causas da queda de avião, diz França

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault,, afirmou nesta sexta-feira (20) que não há "a menor indicação" sobre as causas da queda do avião da EgyptAir na madrugada de quinta (19).
A declaração ocorre após o ministro da Aviação Civil do Egito, Sherif Fathi, ter afirmado ser "mais forte" a possibilidade de um ataque terrorista do que um acidente.
O Airbus A320 da EgyptAir caiu no mar Mediterrâneo com 66 pessoas a bordo (56 passageiros, 7 tripulantes e 3 agentes de segurança) quando fazia a rota entre Paris e Cairo. As buscas pela aeronave foram retomadas nesta sexta.
Mais cedo, o governo egípcio chegou a afirmar que destroços do avião haviam sido encontrados, o que acabou por se revelar falso. Segundo o vice-presidente da companhia, Ahmed Adel, as equipes de busca perceberam que os destroços não eram do Airbus quando se aproximaram deles no mar Mediterrâneo
O governo francês anunciou que irá enviar ao Cairo três investigadores e um conselheiro técnico da Airbus, fabricante do avião que caiu, para participarem das buscas, e que a Procuradoria de Paris também abrirá uma investigação.
De acordo com o ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos, o voo fez movimentos bruscos e teve perda repentina de altitude pouco antes de desaparecer dos radares, logo depois de ter entrado entre 16 e 24 km dentro da área de controle aéreo sob responsabilidade egípcia, com altitude de 37 mil pés (11.277 metros).
"Ele virou 90 graus à esquerda, então 360 graus à direita, caiu de 38 mil pés (11.582 metros) para 15 mil pés (4.572 metros) e então desapareceu a 10 mil pés (3.048 metros)", disse Kammenos.
Com base nessas informações, John Goglia, um ex-membro da Comissão de Segurança de Transporte Nacional dos EUA, afirmou que uma bomba, mais do que uma falha estrutural ou mecânica, pode ter causado a queda.
"Considerando o fato de que [o piloto] fez esses movimentos bruscos sem enviar nenhum pedido de ajuda, indicaria, para mim, que algo catastrófico aconteceu, como um aparato explosivo."

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