Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Justiça da Venezuela aprova estado de exceção decretado por Maduro

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), mais alta corte da Venezuela, avalizou na noite desta quinta-feira (19) um polêmico decreto do presidente Nicolás Maduro que impõe em todo o país um estado de exceção e prorroga por mais dois meses o regime de emergência econômica.
A validação pelo TSJ tem valor simbólico, uma vez que o decreto já estava em vigor desde segunda-feira (16), quando foi publicado no Diário Oficial.
A sentença do tribunal, criticado pelo alinhamento sistemático ao chavismo, foi divulgada num comunicado oficial que surge num contexto de forte tensão no país devido a esforços da oposição para organizar um referendo revogatório contra Maduro ainda neste ano.
Maduro foi eleito em 2013 para um mandato de seis anos.
O STJ acatou o argumento de que o decreto atende à "necessidade de proteger o povo venezuelano e as instituições, que foram objeto de ameaças internas e externas e de ações que buscam desestabilizar a economia e a ordem social."
A corte afirma que a iniciativa de Maduro "cumpre com os princípios e normas contidas na Constituição da República Bolivariana da Venezuela".
O STJ critica nominalmente a Assembleia Nacional, controlada pela oposição desde janeiro, por ter rejeitado o decreto -o veto do Parlamento também só teve efeito simbólico.
A novidade do decreto é o estado de exceção, que dá a Maduro carta branca para tomar medidas excepcionais (não especificadas) em matéria de segurança e controle da população.
O texto também aumenta o poder dos militares numa das áreas mais sensíveis do país: a administração e distribuição dos alimentos e produtos de primeira necessidade a preço regulado.
Críticos consideram que este tipo de aceno aos militares é uma tentativa de garantir sua lealdade num momento potencialmente explosivo devido a crescentes sinais de impaciência da população diante do desabastecimento e da grave crise econômica.
Em outra medida polêmica, o decreto também concede poderes policiais a organizações de bairro como os Conselhos Comunais e os recém criados Comitês Locais de Abastecimento e Distribuição (CLAP), grupos de cidadãos envolvidos na entrega dos alimentos subsidiados.
Há temores de que isso pavimente o caminho para a criação de milícias a serviço do governo.
O decreto também reforça já prerrogativas já contempladas na primeira versão do decreto, em vigor desde janeiro, como a faculdade de movimentar recursos do Estado sem autorização do Parlamento e de radicalizar controles no setor privado.
REFERENDO
Forças antichavistas afirmam que o objetivo oculto do decreto é cercear planos de organizar o referendo revogatório A oposição já formalizou o início dos trâmites para o referendo, mas o governo vem usando sua influência no órgão eleitoral para atrasar o andamento da iniciativa.
Se a consulta popular acontecer depois do início de 2017 e o "sim" ganhar, não haverá novas eleições presidenciais. Neste caso, quem assumiria o mandato até 2019 seria o vice-presidente.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV