EUA suspendem emissão de vistos na Venezuela por falta de funcionários
SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - A Embaixada dos EUA na Venezuela anunciou nesta quarta-feira (18) que não aceitará mais novos pedidos de visto de turismo e negócios. A justificativa é que o governo chavista impede a representação de trazer mais pessoal consular para atender a forte demanda.
"A partir de 18 de maio, a Embaixada dos Estados Unidos em Caracas não oferecerá agendamentos para novos solicitantes de vistos de negócios ou turismo (B-1/B-2)", disse a representação em comunicado.
Quem já possui visto poderá renová-lo, mas entrevistas ocorrerão em ritmo muito mais lento, diz o texto, que traz a seguinte explicação:
"A Chancelaria da Venezuela se nega há vários meses a emitir vistos para o pessoal da Embaixada dos Estados Unidos, o que resultou em falta de pessoal em toda a Embaixada e inviabilizado a visita de técnicos encarregados da manutenção do sistema na área consular".
No ano passado, Maduro ordenou reduzir o número de funcionários diplomáticos e consulares norte-americanos credenciados na Venezuela em retaliação a sanções impostas por Washington a altos funcionários chavistas.
A implementação da ordem, porém, não chegou a ser cobrada, e a embaixada americana continuou funcionando em relativa normalidade.
Nos últimos dias, Maduro retomou a tese de que os EUA estão tramando um complô para semear o caos e preparar uma possível invasão da Venezuela.
O afastamento de Dilma Rousseff, disse Maduro, foi um golpe de Estado perpetrado por Washington e um prelúdio do que pode vir a ocorrer na Venezuela.
EUA e Venezuela mantêm relações diplomáticas, mas não enviam embaixadores às respectivas representações desde 2010. Apesar das tensões, empresas norte-americanas ainda importam grandes quantidades de petróleo venezuelano.
