Suécia condena homem à prisão perpétua por genocídio em Ruanda
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça da Suécia condenou Claver Berinkindi, 61, cidadão sueco originário de Ruanda, à prisão perpétua por sua participação no genocídio no país africano em 1994.
Berinkindi foi condenado por genocídio e violação das leis internacionais com assassinatos, tentativas de assassinato e sequestros nas cidades de Muyira e Butare (Ruanda) entre abril e maio de 1994.
Berinkindi chegou à Suécia em 2002 e em 2012 tornou-se cidadão do país, o que impedia sua extradição.
A lei sueca permite que a Justiça do país processe crimes cometidos fora de seu território nacional. Segundo a corte do distrito de Estocolmo, Berinkindi participou de inúmeros massacres como líder informal hutu.
Quinze vítimas de Berinkindi também receberão compensação financeira, em valores que vão de três milhões a dez milhões de francos ruandeses (R$ 13 mil a R$ 44 mil, aproximadamente).
A defesa de Berinkindi alega sua inocência e diz que ele está sendo confundido com um irmão, que já morreu.
Estima-se que 800 mil pessoas, a maioria do grupo étnico tutsi, foram assassinadas por extremistas da etnia hutu em 1994 após anos de guerra civil no país.
É a segunda vez que o país nórdico pune alguém por genocídio. A primeira ocorreu em 2013, quando Stanislas Mbanenande foi condenado à prisão perpétua também por seu envolvimento no genocídio em Ruanda.
